O JPMorgan avalia que o Brasil está bem posicionado para se beneficiar do movimento global de alocação em mercados emergentes, em um cenário de retomada de fluxos para a classe de ativos no início de 2026.

A Bolsa brasileira vem de novo recorde nesta terça-feira (21), ao superar pela primeira vez o patamar de 170 mil pontos, em meio justamente à forte entrada de capital externo. Segundo os analistas do banco, esse ingresso de estrangeiros é parte de uma tendência maior de fluxos internacionais retornando ao mercado acionário brasileiro – e que deve perdurar ao longo de 2026.

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Não perca a oportunidade!

Veja as cinco razões listadas pelo JPMorgan para apontar o Brasil como bem posicionado para capturar parte desse fluxo global para emergentes neste ano:

Fundos de ações na mira

Os fluxos para ações de emergentes já somam US$ 14,6 bilhões no início de 2026, cerca da metade de todo o volume registrado em 2025, que fechou com US$ 30,6 bilhões em entradas líquidas. ETFs continuam liderando, mas há sinais iniciais de retomada do interesse por fundos ativos, impulsionados por melhora de desempenho, expansão da liquidez global e expectativa de dólar mais fraco.

Muito dinheiro na mesa

O JPMorgan destaca que a posição de fundos globais em emergentes ainda é baixa. Apenas 5,3% dos ativos globais em ações estão alocados em mandatos de emergentes, frente a uma participação de 10,8% desses mercados no MSCI ACWI. A convergência parcial para médias históricas implicaria potencial significativo de entrada de recursos ao longo de vários anos, o que tende a favorecer mercados com valuation atrativo e gatilhos locais claros.

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Queda da Selic não é se, é quando

No caso brasileiro, o banco projeta um ciclo de afrouxamento monetário de cerca de 350 pontos-base em 2026. Os analistas ressaltam que, nos últimos 20 anos, o mercado subestimou em média em 310 pontos-base a intensidade dos ciclos de corte promovidos pelo Banco Central, o que historicamente funcionou como impulso relevante para o mercado acionário.

Eleições como ‘fator de opcionalidade’

Outro elemento citado é o cenário eleitoral. O JPMorgan avalia que a disputa tende a ser binária e apertada, com grande volume de pesquisas ao longo do ano. Esse ambiente deve gerar volatilidade, especialmente a partir do segundo trimestre, mas também cria o que o banco chama de “opcionalidade eleitoral”, capaz de destravar movimentos relevantes nos preços dos ativos.

Em resumo, o investidor estrangeiro não vê um novo governo Lula como negativo, mas aponta um upside relevante caso haja alternância de poder para um governo mais pró-mercado.

Valuation atrativo e baixa participação local

Apesar do consenso de mercado já estar overweight em Brasil dentro do universo de emergentes, o relatório aponta que as ações brasileiras seguem subalocadas nos portfólios locais. Além disso, os valuations ainda são considerados atrativos, reforçando o argumento de assimetria favorável em um contexto de melhora de fluxos e condições financeiras.

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Produzido e/ou adaptado por Equipe Tretas & Resenhas, com informações da fonte.

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