Dos primeiros passos no mundo do empreendedorismo, com a criação de A Tal da Castanha, até a joint venture com o Grupo 3corações, Rodrigo Carvalho e seu irmão, Felipe, construíram, com a Positive Company, um império focado em saúde e inovação e têm a meta de faturar R$ 1 bilhão até 2030. “Quando fizemos o negócio com a Três Corações, a gente faturava de R$ 25 a 28 milhões. De lá para cá, crescemos mais de 12 vezes”, afirma o executivo.

A história da empresa, que começou dentro de outra — a Amêndoas do Brasil — é o tema do episódio desta semana do programa Do Zero ao Topo, que conta histórias de empreendedores de sucesso. A empresa, que nasceu focada em leites vegetais, expandiu seu portfólio e também inclui snacks saudáveis, suplementos naturais e bebidas hidratantes, como a marca Jungle, que cresceu 15 vezes no último ano.

Criada em 2019, para ser uma segunda marca do grupo, inclusive, a Jungle sempre teve o pensamento de ser algo funcional, com a pegada, explica o executivo, de trazer ingredientes locais e entender como a sinergia deles pode fazer bem para o organismo. “Ela é feita com água de coco, suco de fruta e tapioca, pensando na nossa saúde”, ressalta.

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Já a entrada no segmento de snacks se deu com a aquisição de parte da Zaya, que produz os snacks “Zaytas”, feitos com a farinha da marca – sem glúten e sem leite. “O fundador teve a sacada de usar a própria farinha para fabricar um snack saudável. Então, entregamos um produto pronto que cresceu muito rápido”, detalha Rodrigo, na entrevista.

Tributação, preço e escala

Para Rodrigo, o maior desafio para ampliar o consumo desse tipo de produto mais saudável está na escala e na tributação: “O público consumidor de leite vegetal no Brasil ainda é pequeno, cerca de 3 a 5% do total do mercado de leite, enquanto, nos EUA, chega a atingir algo em torno entre 20 e 25%. Além disso, o leite animal no Brasil tem incentivos fiscais que zeram a carga tributária em muitos estados, enquanto o leite vegetal paga cerca de 30% a 33% de impostos sobre o faturamento. Isso encarece muito o produto.”

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Essa disparidade impacta diretamente o preço final para o consumidor, segundo ele, limitando o alcance a um público ainda pequeno e geralmente com restrições alimentares. “Se o preço fosse menor, o público que quer consumir algo mais saudável, que já representa 90% do mercado potencial, se ampliaria muito, atingindo classes sociais menores”, avalia o CEO.

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Atualmente, a Positive Company conta com cerca de 60 colaboradores diretos, uma estrutura enxuta possibilitada pela parceria com a Três Corações, no negócio desde 2020, por meio de Joint Venture, que oferece suporte em logística e back office. “Tivemos um ganho, principalmente, em distribuição e comercial. E o conselho também nos ajuda muito no dia a dia”, comentou.

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Internacionalização

Inicialmente, a ideia de internacionalização da marca havia sido deixada para segundo plano. Houve uma tentativa, ainda durante a pandemia, de expansão para o mercado dos Estados Unidos. Os altos custos, porém, frearam este projeto. Só que, atualmente, eles têm sido procurados por outras praças, interessadas em levar a marca para fora do Brasil – o que ajudaria, e muito, na redução de custos.

A Tal da Castanha, nestes moldes, já chegou na Austrália, no Canadá, e está indo para México, Chile, Paraguai e Argentina. Mas, para isso, criaram a PlantCo, pois o nome usado no Brasil não seria facilmente compreendido no exterior.

Rodrigo também destaca a aposta em esportes e atletas como estratégia de projeção da marca. A Positive Company patrocina, por exemplo, Rafa Câmara, campeão antecipado da Fórmula 3, campeonato de base da Fórmula 1, principal categoria do automobilismo mundial. Ele mesmo é entusiasta desde cedo da modalidade, tendo sido corredor de Kart na infância. Além disso, também apoia modalidades como vôlei, triatlo e corrida.

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Cultura e propósito

Sobre a filosofia da empresa, ele ressalta a importância da autenticidade e compromisso com a saúde real do consumidor: “Nunca fazemos promessas mirabolantes, trazemos produtos que realmente cumprem o que prometemos. Só no primeiro semestre deste ano, investimos mais de R$ 3 milhões em análises laboratoriais para garantir a qualidade.”

O CEO também compartilha uma visão pessoal sobre empreendedorismo e equilíbrio: “Eu tento deixar esse equilíbrio quase que em 50-50 entre trabalho e família. Faço atividade física, corro, nado, pedalo, jogo tênis, faço musculação. Acho que esse equilíbrio é fundamental para a longevidade pessoal e do negócio.”

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Produzido e/ou adaptado por Equipe Tretas & Resenhas, com informações da fonte.

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