O ministro do Turismo, Celso Sabino, pretende ficar no cargo e enfrentar o processo de expulsão contra ele movido por seu partido, o União Brasil.
Segundo aliados, ele deve oficializar a decisão a Lula na próxima terça-feira (7), deixando claro que escolheu ficar ao lado presidente. Na véspera, como mostrou o Painel, apresentará uma pesquisa sobre a percepção popular a respeito da COP30, que ocorrerá em Belém.
No último dia 18 de setembro, o União Brasil determinou que seus filiados entreguem os cargos no governo, mas Sabino vem protelando o cumprimento da diretriz deste então.
Ele pretende disputar o Senado pelo Pará no ano que vem e conta com a vitrine do cargo para isso. Também argumenta que não pode deixar o ministério a um mês da conferência climática da ONU, que ocorre justamente na capital do seu estado.
Lula conta com a presença de Sabino no governo para abrir uma dissidência no União Brasil, cuja direção nacional defende o apoio a um candidato de oposição, preferencialmente o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos). A permanência do ministro, assim, é um trunfo político do presidente nessa estratégia.
Sabino disse a interlocutores no governo que pesaram em sua decisão de permanecer os sucessivos gestos de prestígio que tem recebido de Lula. Na quinta (2) e sexta-feira (3) o ministro acompanhou o presidente em diversas agendas no Pará.
Aliados do ministro também afirmam que ele foi influenciado pelo anúncio de que o União Brasil já teria aberto seu processo de expulsão, mesmo depois de ter feito um acordo com o partido para sair do cargo após a viagem ao Pará.
Uma ideia é defender uma convenção do partido para ouvir todos os estados e lideranças antes de se decidir pelo desembarque do governo.
Outro argumento usado por pessoas próximas ao ministro é a postura mais flexível que vem sendo adotada pelo PP, parceiro do União numa federação, com relação ao ministro André Fufuca, do Esporte.
Como mostrou o Painel, a sigla não pretende expulsar Fufuca caso ele permaneça no ministério. Hoje, a tendência é de permanência do titular do Esporte.
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O ministro do Turismo, Celso Sabino, optou por permanecer no cargo e enfrentar o processo de expulsão promovido pelo União Brasil. Na próxima terça-feira, ele deve comunicar sua decisão a Lula, enfatizando seu apoio ao presidente e apresentando uma pesquisa sobre a COP30, que ocorrerá em Belém. Apesar da determinação do partido para que seus filiados deixem os cargos no governo, Sabino tem adiado essa decisão, visando uma candidatura ao Senado pelo Pará no próximo ano e argumentando que sua presença é crucial num momento tão próximo da conferência climática. A permanência de Sabino serve como um trunfo político para Lula, que busca desestabilizar a direção do União Brasil, que ameaça apoiar um candidato de oposição. O ministro tem recebido reconhecimento por parte do presidente, o que influenciou sua escolha de ficar, especialmente após o anúncio do processo de expulsão pelo partido. Há também discussões sobre realizar uma convenção para ouvir as lideranças estaduais antes de qualquer decisão. Além disso, a postura mais flexível do PP em relação a outro ministro pode ter impactado a situação de Sabino, gerando um clima de expectativa sobre sua continuidade no governo.
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