O presidente da Agronex (Associação do Agronegócio do Extremo Sul da Bahia), Mateus Bonfim, diz que produtores rurais da região vêm sendo expulsos de suas terras e acusa o governo da Bahia de negligência.
Os conflitos agrários na região se intensificaram desde o começo de agosto.
“São autointitulados indígenas chamando para retomada de território, mas estão agindo como se fossem organizações criminosas com armas e munição”, diz Bonfim.
“No decorrer das invasões, a polícia só assiste e diz que está ali só para não brigarmos”, prosseguiu.
Segundo Bonfim, em uma fazenda protegida por uma decisão judicial –com interdito proibitório–, a Força Nacional de Segurança Pública expulsou a Polícia Militar da área.
Em outro caso, em Prado, produtores teriam sido agredidos com pauladas e flechas durante invasão, mas ninguém foi detido pelas autoridades.
O presidente da associação diz que a Funai já fez um estudo técnico com a intenção de demarcar a terra. “Mas isto não dá o direito de invadir, de atirar em pessoas. Cabe ao STF [Supremo Tribunal de Federal] definir a demarcação ou não”, diz Bonfim.
Procurado pelo Painel desde segunda-feira (6), o governo da Bahia não respondeu até a publicação deste texto.
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O presidente da Agronex, Mateus Bonfim, denuncia a expulsão de produtores rurais no Extremo Sul da Bahia, atribuindo a situação à negligência do governo estadual. Desde agosto, os conflitos agrários aumentaram, com grupos autointitulados indígenas ocupando terras e agindo de forma agressiva, utilizando armas. Bonfim relata que em uma fazenda protegida por ordem judicial, a Força Nacional de Segurança expulsou a Polícia Militar, enquanto, em Prado, produtores foram atacados sem que ninguém fosse preso. Ele enfatiza que a demarcação de terras é competência do STF, e que, apesar de um estudo técnico realizado pela Funai, isso não justifica invasões ou violência. Até o fechamento das informações, o governo da Bahia não havia se pronunciado sobre a situação.
Em resumo, a situação dos conflitos agrários no Extremo Sul da Bahia é crítica, com produtores enfrentando invasões, violência e a inação das autoridades. Mateus Bonfim critica a atuação do governo e da polícia, destacando a necessidade de uma solução por parte do STF para a demarcação das terras, enfatizando que a violência não é justificável em nome de reivindicações territoriais.
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