Lô Borges (à esquerda) e Zeca Baleiro assinam juntos as dez músicas de ‘Céu de giz’, último álbum do artista mineiro
Flavio Charchar / Divulgação
♫ MEMÓRIA
♬ Derradeiro álbum da discografia de Lô Borges (1952 – 2025), artista mineiro falecido aos 73 anos na noite de domingo, 2 de novembro, Céu de giz foi composto e gravado em parceria com o cantor maranhense Zeca Baleiro. Lô e Baleiro assinam as dez músicas do repertório inédito e cantam juntos cinco dessas dez músicas.
Lançado em 22 de agosto, o álbum Céu de giz – Lô Borges convida Zeca Baleiro expôs a coerência que pautou Lô Borges na construção de obra caudalosa que absorveu diversas influências musicais e se tornou única. Zumbis, por exemplo, música cantada somente por Lô, tem a vibração do rock.
A primeira das dez músicas, Antes do fim, cantada pelos dois artistas, soa premonitória a partir de agora. “Antes que o mundo se acabe / No fogo de um vulcão / Eu sigo o rastro do que me diz o coração / Antes que a vida seja só caos e desolação / Eu sigo cantando e creio na força da canção”, cantou Lô em duo com Baleiro.
Tá tudo estranho demais é outra música em que Lô hasteou a bandeira do amor e do afeto em um mundo de guerra, convidando o ouvinte a seguir por estrada de sol.
Santa Tereza é lembrança de “um tempo bom” em que Lô e os amigos gestavam a música do movimento que seria rotulado como Clube da Esquina. Canção conduzida nos violões, Seda evoca a alma da música desse movimento gregário liderado por Milton Nascimento, tendo Lô como um dos parceiros fundamentais. Ao sair do avião segue a rota de um romantismo sempre entranhado no cancioneiro do compositor.
O álbum Céu de giz foi gravado no Estúdio Frangonobafo, em Belo Horizonte (BH), com produção musical de Lô Borges (voz, violão e direção musical), Henrique Matheus (guitarra) e Thiago Corrêa (contrabaixo, piano Rhodes e percussão). Músico recorrente na discografia recente de Lô Borges, Robinson Matos toca bateria neste disco que pregou o amor, fiel ao espírito fraterno da música de Lô.
“O que virá? / Não sei, virá / Mesmo apesar de mim / O que será? / Vida a vagar / Amar até o fim“, sentenciou Lô Borges no canto de Olhos cansados, música de canto dividido com Zeca Baleiro.
Salomão Borges Filho, o imortal Lô Borges, pregou amor até o fim, na vida e na música, seguindo o coração com a crença na força da canção.
Capa do álbum ‘Céu de giz – Lô Borges convida Zeca Baleiro’, de Lô Borges com Zeca Baleiro
Divulgação

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Produzido e/ou adaptado por Equipe Tretas & Resenhas, com informações da fonte.

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