A Eletronuclear enviou ao Ministério de Minas e Energia (MME) o resultado de estudo atualizado sobre a modelagem econômico-financeira de Angra 3, elaborado pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). O levantamento, solicitado pelo Conselho Nacional de Política Energética (CNPE), aponta que a conclusão da usina é o cenário mais racional e vantajoso para o País.

Segundo a Eletronuclear, o MME deverá remeter os estudos ao CNPE, que decidirá pela conclusão ou não da usina em reunião prevista ainda para este ano. O tema já foi debatido pelo CNPE em três oportunidades desde 2024 – em dezembro de 2024, fevereiro de 2025 e outubro de 2025. Nessas ocasiões, houve voto favorável à conclusão do empreendimento do presidente do Conselho, o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, seguido, contudo, de pedido de vista coletivo pelos demais conselheiros.

Segundo o estudo do BNDES, o custo do abandono das obras de Angra 3 pode variar entre R$ 22 bilhões e R$ 26 bilhões. O valor pode ultrapassar o necessário para a conclusão do empreendimento, estimado em R$ 24 bilhões, sem produzir um único megawatt-hora (MWh) de energia elétrica.

A entrada em operação comercial da usina está prevista para 2033. Os resultados do estudo reafirmam as conclusões apresentadas em 2024, mantendo-se dentro dos limites esperados de revisão e preservando a mesma ordem de grandeza entre os cenários de continuidade e de abandono do projeto.

Em relação ao estudo apresentado ao CNPE, em dezembro de 2024, houve acréscimo de aproximadamente R$ 75/MWh, decorrente principalmente da postergação da entrada em operação e da atualização dos custos de financiamento e investimento. Vale destacar que o estudo de 2024 já previa esse possível acréscimo, estimado em até R$ 100/MWh, caso a decisão sobre o projeto não fosse tomada ainda naquele ano.

Com isso, as novas tarifas calculadas pelo banco seriam entre R$ 778,86 o MWh a R$ 817,27 MWh, informou a Eletronuclear.

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O projeto de Angra 3, que terá capacidade instalada de 1,4 gigawatts (GW), já consumiu cerca de R$ 12 bilhões, mas segue sem definição quanto à sua conclusão. Enquanto não há decisão do CNPE, a Eletronuclear desembolsa aproximadamente R$ 1 bilhão por ano apenas para manter o empreendimento.

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Produzido e/ou adaptado por Equipe Tretas & Resenhas, com informações da fonte.

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