A temporada de resultados do 4º trimestre nos EUA começa na terça-feira e, no Brasil, em 4 de fevereiro. A expectativa é de que os setores de materiais básicos e utilities (energia e saneamento básico) liderem o crescimento anual, na visão da equipe de estratégia do Bradesco BBI.

Segundo os estrategistas do banco, os resultados domésticos do Brasil mostram uma resiliência impressionante diante da taxa de juros Selic a 15% e da redução pela metade do ritmo de crescimento do PIB ano a ano.

“Vemos as taxas de juros mais baixas e, consequentemente, a reversão dos fluxos como os principais motores no 1º semestre de 2026, com potencial para recuperação dos resultados no 2º semestre”, avaliam os estrategistas.

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O banco segue com exposição overweight (acima da média do mercado) e sendo a principal escolha na América Latina, devido a catalisadores como duplos descontos de câmbio e valuation, e à reversão dos fluxos.

Espera-se que os resultados domésticos do 4º trimestre fiquem estáveis ano a ano, mostrando resiliência às taxas de juros elevadas. O lucro por ação (EPS) do índice MSCI Brasil + Mercado Livre (cerca de 11% de peso) deve apresentar um robusto crescimento anual de 45%, impulsionado por uma forte recuperação em materiais básicos após uma base fraca no 4T24.

Este segundo trimestre consecutivo de crescimento praticamente estável dos resultados domésticos, abaixo do crescimento nominal do PIB de cerca de 6%, é melhor do que aparenta e continua superando as expectativas do consenso, avalia.

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Diante do cenário de taxa básica em 15% e da redução pela metade do ritmo de crescimento do PIB ano a ano, combinado com o poder de precificação subestimado do Brasil (4º melhor entre os mercados emergentes), essa desaceleração econômica e a reancoragem das expectativas de inflação mantêm a porta aberta para cortes de juros no 1º trimestre de 2026.

O MSCI Brasil teve um desempenho forte em 2025, avançando cerca de 50%, o sétimo melhor entre 27 mercados emergentes. A alta foi impulsionada por uma reavaliação do P/L (preço sobre lucro) — similar a outros mercados emergentes — e apoiada pela valorização cambial após o Dia da Libertação em abril (quando Donald Trump, presidente dos EUA, anunciou elevação de tarifas para diversos países do mundo, voltando atrás em várias casos posteriormente).

O banco vê uma contribuição mais equilibrada em 2026, à medida que as expectativas de resultados começam a se beneficiar do início do ciclo de cortes de juros, de um ponto baixo do PIB no meio do ano e de um potencial rali mais amplo das commodities. Todos os setores do MSCI Brasil tiveram retornos positivos em 2025, liderados por Tecnologia da Informação (+77%) e Saúde (+74%), com Energia (-1,8%) sendo o único setor em queda.

O ciclo de juros é tão importante para os fluxos quanto os valuations e os resultados, avalia o BBI. A indústria local de fundos registrou saídas líquidas no ano passado, próximas a R$ 55 bilhões, segundo a Anbima. Historicamente, a direção das taxas de juros tem sido mais importante que o nível para direcionar os fluxos, e as retiradas diminuíram à medida que as taxas atingiram o pico.

“Em nossa visão, isso é duplamente importante, pois as saídas locais atenuaram o impacto das entradas globais, com o Brasil se beneficiando de uma rotação contínua para fora das ações americanas — embora as entradas no Brasil tenham sido menores que o peso do país no índice de mercados emergentes”, avalia.

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Produzido e/ou adaptado por Equipe Tretas & Resenhas, com informações da fonte.

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