A primeira-dama Rosângela da Silva, a Janja, reagiu ao rebaixamento da Acadêmicos de Niterói, que apresentou na Marquês de Sapucaí este ano um enredo em homenagem ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A passagem da agremiação pela Avenida provocou uma ofensiva da oposição sob a alegação de um suposto ilícito eleitoral, em favorecimento ao petista na corrida à reeleição.

Pelos stories do Instagram, Janja compartilhou uma imagem do desfile e incluiu na postagem o samba-enredo com referências a Lula. “Lute pra vencer (SIM). Aceite se perder. Se o ideal valer, nunca desista”, diz o trecho da canção reproduzida pela primeira-dama.

Janja também compartilhou uma postagem da Acadêmicos de Niterói, que agradece o empenho da comunidade durante o carnaval. “A arte não é para os covardes”, acrescenta a publicação.

Oportunidade com segurança!

Parlamentares aliados do presidente em geral não repercutiram o rebaixamento da escola de samba Acadêmicos de Niterói, do Rio de Janeiro, na quarta-feira. A escola de samba alega ter sofrido perseguições durante o processo de preparação para o carnaval. O resultado foi ironizado por bolsonaristas, que relacionaram a baixa pontuação ao enredo sobre o mandatário.

Nomes ligados ao Planalto como o senador Randolfe Rodrigues e Marcelo Freixo comentaram o resultado da apuração carioca, mas não trataram sobre a escola rebaixada.

Líder do governo no Congresso, Randolfe parabenizou as escolas de samba que desfilarão no Desfile das Campeãs, no sábado, e destacou a representação da cultura amazônica nos desfiles.

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 Já o presidente da Embratur optou por parabenizar a Viradouro pela vitória e defendeu que o carnaval “é cultura, identidade e também desenvolvimento”.

A passagem da agremiação pela Sapucaí provocou uma nova ofensiva bolsonarista sob alegação de que o petista cometeu ilícitos eleitorais que o favorecem na corrida à reeleição em outubro. O senador e pré-candidato ao Planalto Flávio Bolsonaro (PL), por exemplo, afirmou que “Lula é sempre uma ideia ruim, seja para governar o País, seja para um samba enredo.

O ex-vereador Carlos Bolsonaro (PL) afirmou que escola de samba “desagradou a maioria, usou a máquina pública e ainda saiu do desfile para uma derrota humilhante”.

Já o deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG), por sua vez, disse que a “escola foi rebaixada demonstrando como o Lula está afundando o Brasil”. “Isto sim foi uma homenagem muito bem adequada”, completou.

Amigo de Lula e coordenador do Grupo Prerrogativas, Marco Aurélio de Carvalho argumentou, em entrevista à Folha de S. Paulo, que Lula não teve culpa pelo rebaixamento da Acadêmicos de Niteró. O argumento é que a escola de samba levou nota 10 de parte dos avaliadores no quesito samba-enredo.

— A estrutura é muito poderosa, disputa com escolas muito tradicionais. É leviano atribuir ao presidente — disse.

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Especialistas ouvidos pelo GLOBO divergem sobre a ocorrência de ilicitude na Sapucaí. Há uma semana, o plenário do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) rejeitou, por unanimidade, dois pedidos para que o desfile não ocorresse por configurar propaganda eleitoral antecipada. Os ministros da Corte afirmaram que a proibição antes do desfile configuraria censura prévia, mas ressaltaram que poderá haver punição caso ocorressem infrações às regras na avenida.

Lideranças petistas avaliam que o presidente será obrigado a fazer gestos aos evangélicos para se recuperar do desgaste provocado junto a essa parcela do eleitorado por causa do desfile. A oposição critica uma das últimas alas da escola, a “Neoconservadores em conserva”, que trazia famílias dentro de latas, algumas com adereço com referência religiosa.

O entendimento entre os petistas é que, num primeiro momento, será necessário esperar um tempo para as críticas esfriarem. Um aliado afirma que as reações são resultado do impacto do desfile que ocorreu no domingo na Marquês de Sapucaí e que, com o tempo, elas irão arrefecer. Esse mesmo aliado reconhece, porém, que haverá um desgaste mais cristalizado no segmento, que historicamente tem rejeição a Lula e ao PT.

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Petistas acreditam ainda que será preciso fazer pesquisas, dentro de algumas semanas, para medir exatamente quais as consequências do episódio. A partir desses resultados, o presidente e o seu entorno terão que pensar em ações voltadas aos evangélicos. Na campanha presidencial de 2022, Lula lançou, às vésperas do segundo turno e depois de ser pressionado intensamente pelo seu entorno, uma “Carta ao Povo Evangélico” em que reafirmava seu compromisso com a liberdade de culto e de religião no país.

Nesta semana,a ala também provocou reações institucionais. A Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro “manifesta sua preocupação a respeito da utilização de símbolos da fé cristã e da instituição familiar em manifestações culturais de maneira que compreendemos como ofensiva”.

A Ordem dos Advogados do Brasil do Rio de Janeiro (OAB-RJ) também emitiu uma nota de repúdio contra a escola, que teria praticado “intolerância religiosa”.

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No programa oficial, a escola de Niterói descreve que os componentes da ala representam variados grupos que levantam a “bandeira do neoconservadorismo”. “São eles: os representantes do agronegócio (na figura de um fazendeiro), uma mulher de classe alta (perua), os defensores da ditadura militar e os grupos religiosos evangélicos”, que, “no Congresso, formam um bloco conservador”, escreve.

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Produzido e/ou adaptado por Equipe Tretas & Resenhas, com informações da fonte.

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