Roqueiros de volta: veja análise de música nova do Foo Fighters e disco do U2
No que depende das grandes bandas do planeta, em 2026, o rock ainda respira. Pode não estar no auge, mas pelo menos tem músicas novas.
O Foo Fighters anunciou o 12º álbum de estúdio, “Your Favorite Toy”, para o dia 24 de abril. E a faixa-título, principal single do disco, veio esta semana.
Já o U2 apareceu de surpresa com “Days of Ash”, primeiro disco de inéditas em quase uma década, com pegada política e participação até de Ed Sheeran. Veja a crítica dos dois projetos abaixo.
Foo Fighters lança música caótica
Título: “Your Favorite Toy”
Artista: Foo Fighters
Nota: 4/10
Previsto para abril, o disco “Your Favorite Toy” será uma atualização de como está a banda após o emocional “But Here We Are” (2023). O álbum denso, muito elogiado, partiu do luto pela morte do baterista Taylor Hawkins, em 2022.
Desde então, o Foo Fighters passou por um troca-troca de bateristas e agora conta com Ilan Rubin (ex-Nine Inch Nails).
Foo Fighters se apresenta no The Town 2023
Luiz Gabriel Franco/g1
Agora, a banda de Dave Grohl dá um gostinho do que vem por aí com a faixa-título, principal single do projeto. Mas se eles estão buscando uma nova identidade com a atual formação, começaram por um caminho no mínimo… estranho.
Com sonoridade caótica, a música “Your Favorite Toy” parece uma tentativa de reproduzir aquele rock de garagem dos anos 2000 (ou até o que eles mesmos fizeram na música “White Limo”, de 2011).
É uma bagunça proposital, mas não significa que soe bem. A voz de Grohl aparece repleta de distorção e a mixagem torna os instrumentos quase impossíveis de distinguir.
É um som que pode até divertir, mas é um pouco imaturo e raso para uma banda deste calibre — depois de um disco tão profundo, é um retrocesso.
U2 volta político
Título: “Days of Ash”
Artista: U2
Nota: 6,5/10
Por outro lado, o U2 decidiu seguir a fórmula que o consagrou. Após quase uma década sem material inédito, a banda surpreendeu o público com o EP “Days of Ash”, lançado no último dia 18.
Fiel ao seu histórico ativista, o grupo aborda temas como o ICE (serviço de imigração americano), Vladimir Putin e o conflito em Gaza.
O EP vai mudar o mundo? Dificilmente. São cada vez mais raras as músicas de protesto que têm efeito real, viram hino nas ruas e mobilizam as pessoas.
Mas o U2 não está necessariamente preocupado em lançar a próxima “Imagine”. Parece que eles só não querem ficar calados em um momento tão delicado — se a tensão política ao redor do mundo não conseguisse que o U2 fizesse novas músicas, nada mais conseguiria.
Musicalmente, o EP passeia por sonoridades familiares. Um exemplo é “American Obituary”, a faixa mais rock e um dos destaques do projeto. A música tem riffs de guitarra que lembram o U2 de “How to Dismantle an Atomic Bomb” e “All That You Can’t Leave Behind”.
“Renee Good nasceu para morrer livre (…) / O que você matar não pode morrer / A América irá se levantar”, diz a música.
U2 lança ‘Days of Ash’, primeiro álbum de músicas inéditas em quase 10 anos
Brent N. Clarke/Invision/AP
Já para quem curte as baladas e canções de protesto do grupo, “Tears of Things” pode emocionar. No mínimo, a canção prova que a voz de Bono segue em ótima forma.
É um disco de outro mundo? Não. O EP tem altos e baixos, e uma fraca é “Yours Eternally”, parceria com o ucraniano Taras Topolia e… Ed Sheeran. É uma faixa comercial e Coldplay demais para o estilo do U2.
Mas o projeto mostra que o U2 ainda tem fôlego para 2026. A banda diz que vem aí um álbum cheio, ainda neste ano. E nesse caso, o EP é um bom pontapé.

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Produzido e/ou adaptado por Equipe Tretas & Resenhas, com informações da fonte.

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