O ex-vereador Carlos Bolsonaro (PL) fez nesta terça-feira uma cobrança pública ao PL ao defender maior engajamento das estruturas da legenda na promoção da pré-candidatura do seu irmão, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), à Presidência da República. A manifestação ocorre em meio a ruídos no bolsonarismo sobre o nível de apoio ao nome escolhido pelo ex-presidente Jair Bolsonaro para a disputa de 2026.
Em publicação nas redes sociais, Carlos afirmou que páginas e perfis locais ligados ao partido têm adotado comportamentos distintos desde o anúncio da indicação de Flávio. Segundo ele, enquanto parte da estrutura partidária passou a impulsionar o senador em suas plataformas digitais, outros canais vinculados ao PL “simplesmente não mostram” o pré-candidato.
“Não é acusação. É constatação empírica. E constatação pede alinhamento, não silêncio”, escreveu. Para o filho do ex-presidente, a falta de uniformidade na comunicação partidária transmite ao eleitorado uma imagem de desorganização interna e acaba enfraquecendo o projeto político da direita.
Carlos também mencionou que já se passaram quase dois meses desde o anúncio feito por Jair Bolsonaro, que está preso, e afirmou que a união defendida publicamente pelo partido precisa se refletir na prática. “Comunicação também é ação política”, disse.
Após a repercussão, ele voltou ao tema para afirmar que a cobrança não era dirigida a lideranças específicas, mas à “estrutura partidária”, reiterando o apelo por “união em torno do projeto da direita”.
Integrantes do partido admitem, sob reserva, que há diferenças no ritmo de adesão ao projeto presidencial, especialmente em estados onde lideranças locais priorizam disputas regionais ou aguardam definições mais amplas sobre o cenário da direita para 2026.
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A cobrança ocorre após dias de tensão dentro do próprio campo bolsonarista. O fim de semana foi marcado por trocas públicas de críticas envolvendo aliados próximos da família Bolsonaro sobre o grau de engajamento na defesa da candidatura do senador. O deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) chegou a cobrar maior participação da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro e do deputado Nikolas Ferreira (PL-MG).
Como o GLOBO mostrou, Michelle nunca se engajou diretamente na pré-campanha do enteado. Ela tomou conhecimento da carta assinada por Jair Bolsonaro em apoio à candidatura de Flávio pela imprensa, segundo aliados, e, ao longo de janeiro, buscou estimular aliados a defender o retorno do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), ao debate presidencial. Segundo interlocutores, Michelle avalia que o senador se fortaleceu politicamente após a prisão do pai. Publicamente, contudo, desejou sorte ao pré-candidato.
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