Capa do álbum ‘Elis’, gravado em 1973 por Elis Regina (1945 – 1982) e relançado em edição remixada e remasterizada
Divulgação
♫ NOTÍCIA
♬ Morta há 44 anos, Elis Regina Carvalho Costa (17 de março de 1945 – 19 de janeiro de 1982) cruza as transversais do tempo como um dos maiores nomes da música do Brasil. Ainda assim, a cantora gaúcha nem sempre foi unanimidade.
“Elis” – álbum lançado pela artista em 1973, com arranjos do pianista Cesar Camargo Mariano e produção orquestrada por Roberto Menescal com o então iniciante Marco Mazzola – é título controverso da discografia da cantora, por exemplo.
Primeiro porque o álbum trouxe no repertório o então inédito samba “Folhas secas”, dado para Beth Carvalho (1946 – 2019) pelo compositor Nelson Cavaquinho (1911 – 1986), parceiro de Guilherme Brito (1922 – 2006) na música, mas contrabandeado para o LP de Elis em ação de responsabilidade já assumida por Menescal em livro do jornalista Leonardo Bruno.
Segundo porque “Elis”, disco denso de tom mais cool e introspectivo, foi acusado por alguns críticos de apresentar uma cantora “fria”, pautada sobretudo pela técnica.
O fato é que, mesmo sem ter repertório tão avassalador quanto o “Elis” de 1972 e o “Elis” de 1974, o “Elis” de 1973 é álbum com o alto padrão de qualidade vocal de Elis Regina.
Quem discorda terá a oportunidade de reavaliar o álbum com a edição remixada e remasterizada ora lançada pela gravadora Universal Music. Essa edição foi idealizada para celebrar os 80 anos que a cantora teria feito no ano passado, mas acabou ficando para este ano de 2026 porque o trabalho de remixagem e remasterização das 10 faixas, gravadas em oito canais, levou quase dois anos para ser concluído.
A gravadora anuncia hoje, 17 de março, dia em que Elis faria 81 anos, a edição orquestrada por João Marcelo Bôscoli, filho primogênito de Elis, com o engenheiro de som Ricardo Camera. A intenção foi reapresentar o álbum “Elis” como se o disco tivesse sido gravado nos anos 2020. Essa edição atualizada tem edição em LP prevista para o fim de 2026.
“Sempre achei o áudio desse álbum muito estranho. E muitos fãs de Elis me procuravam para dizer o mesmo”, relata João Marcelo Bôscoli.
Ao abrir as faixas, João Marcelo e Ricardo Camera perceberam, por exemplo, que o som da bateria de Paulinho Braga, captado com um único microfone, vazou para o piano de Cesar Camargo Mariano, gerando ruídos incômodos. “Tivemos de separar os sons das peças da bateria e retirar os vazamentos”, explica o engenheiro de som.
Gilberto Gil e a dupla João Bosco & Aldir Blanc (1946 – 2020) dominam o repertório do álbum “Elis” de 1973, com quatro músicas de Gil e outras quatro da dupla entre as dez faixas. De Gil, Elis canta “Oriente” (1972), “Ladeira da preguiça” (1973), “Meio de campo” (1973) e “Doente, morena” (de Gil com Duda Machado, 1973).
De Bosco com Blanc, Elis deu voz a “Agnus sei” (1972), “Cabaré” (1973), “Comadre” (1973) e “O caçador de esmeralda” (1973, esta também assinada por Cláudio Tolomei).
O samba “É com esse que eu vou” (Pedro Caetano, 1947), regravado por Elis no tom introvertido que espantou admiradores da cantora de voz geralmente expansiva, completa o repertório do ora revitalizado álbum “Elis”.

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Produzido e/ou adaptado por Equipe Tretas & Resenhas, com informações da fonte.

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