O Ibovespa Futuro opera com baixa nos primeiros negócios desta terça-feira (17), depois que novos ataques do Irã a aliados dos Estados Unidos no Golfo Pérsico elevavam os preços do petróleo e mantinham os investidores nervosos, enquanto Federal Reserve e Banco Central iniciam suas reuniões de política monetária. Às 9h01 (horário de Brasília), o contrato para abril caía 0,51%, a 181.255 pontos.
Os mercados de ações ganharam fôlego na segunda-feira com o recuo dos preços do petróleo, em meio à esperança de que o fluxo de embarques pelo Golfo Pérsico melhorasse.
Operações no campo de gás Shah, nos Emirados Árabes Unidos, permaneciam suspensas nesta terça-feira, enquanto um novo ataque provocou um incêndio no importante terminal de exportação de petróleo de Fujairah, ressaltando como o Irã está interrompendo o fluxo de energia na região.
Viva do lucro de grandes empresas
Aliados rejeitaram as exigências do presidente dos Estados , Donald Trump, para enviarem navios de guerra para escoltar petroleiros pelo Estreito de Ormuz.
Esta terça marca o início das reuniões de política monetária tanto no Brasil quanto nos Estados Unidos, que anunciam suas decisões na quarta-feira. Banco Central Europeu, Banco da Inglaterra e Banco do Japão fazem o mesmo na quinta.
Em Wall Street, o Dow Jones Futuro caía 0,06%, Nasdaq Futuro recuava 0,22% e o S&P 500 Futuro tinha desvalorização de 0,13%.
Dólar, exterior e commodities
O dólar futuro para abril — atualmente o mais líquido no Brasil — subia 0,09%, R$ 5,259.
Os mercados da Ásia-Pacífico fecharam com alta, impulsionados pelas ações dos setores automotivo e de tecnologia, após a Nvidia anunciar uma previsão de receita robusta para seus principais chips e parcerias com montadoras da região.
Os investidores também avaliaram os desdobramentos da guerra com o Irã, com o presidente dos EUA, Donald Trump, considerando a possibilidade de adiar seu encontro com o presidente chinês, Xi Jinping, por “cerca de um mês” devido ao conflito no Oriente Médio. A expectativa era de que Trump viajasse à China no final de março.
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Os preços do petróleo sobem mais de 4%, com incertezas sobre uma coalizão liderada pelos EUA para proteger a navegação no Estreito de Ormuz, enquanto o Irã prosseguia com os ataques à infraestrutura energética no Oriente Médio.
As cotações do minério de ferro na China fecharam em alta, com o aumento da demanda por produtos siderúrgicos acabados para a construção civil na China
(Com Reuters e Bloomberg)
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