Julia Vargas lança em 10 de abril o terceiro álbum solo de estúdio, ‘D’água’, com nove músicas
Suzanna Tierie / Divulgação
♫ NOTÍCIA
♬ Em 2019, enquanto seguia com o show do álbum “Pop banana” (2017), Julia Vargas mergulhou na criação e gravação do terceiro álbum solo gravado em estúdio pela cantora fluminense, “D’água”. Em fevereiro de 2020, a artista chegou a lançar o primeiro single do álbum com regravação do samba “Pé na areia” (Rodrigo Leite, Diogo Leite e Cauíque, 2016).
Mas aí veio a pandemia de covid-19 e, com ela, o isolamento social. E o fato é que, somente sete anos após a gravação, o álbum “D’água” emerge no mercado fonográfico, tendo lançamento programado para 10 de abril pela gravadora Biscoito Fino. Detalhe: “Pé na areia” já não figura entre as nove músicas do álbum “D’água”.
No álbum, Julia Vargas faz feat com Zélia Duncan em “Maluca” (Luís Capucho, 1993), divide com Roberta Sá o canto do samba “Sinceramente” (Moyseis Marques e Khrystal) e assina três músicas. Uma das composições da safra autoral é “Pavio”, parceria de Julia com Duda Brack.
Parceria de Julia com o irmão André Vargas, “Tu” estava na seleção inicial do álbum e chegou a ser lançada em single em fevereiro de 2022.
Contudo, a faixa escolhida para anunciar o efetivo lançamento do álbum “D’água” é a potente regravação de “Comportamento geral” (1972), samba de Gonzaguinha (1945 – 1991) que já vinha sendo cantado por Julia em show dedicado aos compositores rotulados como malditos pela indústria fonográfica. O single “Comportamento geral” desembarca amanhã, 20 de março, nos aplicativos de áudio.
Gravado pela artista ao longo de 2019 no estúdio carioca Frigideira, com produção musical orquestrada por Gui Marques sob direção musical da própria Julia Vargas (parceira de Ana Campos na criação da identidade visual do disco), o álbum “D’água” chega ao mundo 14 anos após o primeiro álbum da cantora, “Julia Vargas”, lançado em 2012.
Nascida em Cabo Frio (RJ), Julia Vargas é uma das melhores cantoras brasileiras surgidas no século XXI. Contudo, Julia despontou nos anos 2010, década já refratária a vozes identificadas com a MPB e, por isso mesmo, naturalmente empurradas para nichos do mercado, com dificuldade de atingir um público mais amplo, como as antecessoras Vanessa da Mata, Maria Rita, Roberta Sá e Maria Gadú, cantoras projetadas ao longo dos anos 2000, antes de o mercado da música ficar totalmente dominado pelo pop genérico que abarca funk, pagode, forró e sertanejo.
Só que Julia Vargas resiste, tem efeito boas conexões – como a que rendeu no ano passado o álbum “Alegrai” (2025), assinado com Unicirco e Pedro Ivo Frota – e se prepara para emergir (mais uma vez) com o álbum “D’água”, trazendo à tona em abril o disco no qual mergulhou há já distantes sete anos.
Julia Vargas (à esquerda) e Roberta Sá na gravação de ‘Sinceramente’, samba de Moyseis Marques e Khrystal
Reprodução / Instagram

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Produzido e/ou adaptado por Equipe Tretas & Resenhas, com informações da fonte.

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