O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, está avaliando uma operação militar para extrair cerca de 450 quilos de urânio altamente enriquecido do Irã, de acordo com autoridades americanas ouvidas pelo Wall Street Journal.
A missão é descrita como complexa e arriscada, exigindo a presença de tropas dos EUA em território iraniano por vários dias.
Segundo essas fontes, Trump ainda não tomou uma decisão final, mas vê a ideia como uma forma de avançar seu principal objetivo declarado: impedir que o Irã desenvolva uma arma nuclear.
O presidente também estaria pressionando aliados e interlocutores a incluírem a entrega do material nuclear como condição para um acordo que ponha fim à guerra.
Militares e ex-comandantes americanos ouvidos pelo WSJ alertam que uma operação desse tipo seria uma das mais desafiadoras já conduzidas por Washington, com elevado risco de baixas e de retaliação iraniana.
O plano poderia alongar a duração da guerra além da meta de quatro a seis semanas mencionada publicamente pelo governo e demandaria eventual envio adicional de tropas à região.
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A Agência Internacional de Energia Atômica estima que o urânio enriquecido do Irã esteja principalmente em instalações como Isfahan e Natanz, alvos de bombardeios dos EUA e de Israel em 2025.
Especialistas ouvidos pelo jornal afirmam que o material está armazenado em cilindros especiais e que sua remoção exigiria equipes de operações especiais treinadas para lidar com material radioativo em zona de conflito.
Integrantes do governo afirmam que a preferência é por uma solução diplomática, em que Teerã concordaria em entregar o urânio como parte de um acordo de paz.
O histórico de operações semelhantes é limitado: na década de 1990, os EUA participaram da remoção de urânio altamente enriquecido do Cazaquistão e da Geórgia, em transferências pacíficas negociadas com os governos locais.
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