O senador Flávio Bolsonaro afirmou nesta segunda-feira que pretende enfrentar o tema da chamada “rachadinha” durante a pré-campanha presidencial e voltou a negar irregularidades no período em que foi deputado estadual no Rio de Janeiro.
Em entrevista ao podcast Inteligência Ltda., ele disse que eventuais cobranças de parte de salários de assessores foram admitidas pelo ex-assessor Fabrício Queiroz.
— Toda essa espuma de tentar destruir minha reputação… nunca respondi criminalmente por isso. Queiroz cuidava de uma parte da minha assessoria que fazia panfletagem na rua. Ele falou que tinha pessoas que ele contratou e que cobrava uma parte do salário, e colocou no papel que eu jamais tinha conhecimento disso — afirmou.
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Flávio também disse que mais de 30 assessores tiveram sigilos quebrados ao longo das investigações e que não foram encontradas movimentações financeiras entre ele e os funcionários.
— Foram mais de 30 pessoas. Não tem movimentação entre assessores e mim. Não tem absolutamente nada, nunca teve início um processo criminal contra mim. Você acha que se tivesse alguma coisa, não teriam falado naquele momento? Feito uma delação? — questionou.
A investigação teve início em 2018, a partir de relatórios do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), que apontaram movimentações consideradas atípicas no gabinete do então deputado estadual na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro. O Ministério Público do Rio chegou a denunciar o senador por peculato, lavagem de dinheiro e organização criminosa.
Ao longo do processo, decisões do Superior Tribunal de Justiça e do Supremo Tribunal Federal anularam provas relevantes, como quebras de sigilo bancário e relatórios financeiros. Com a invalidação desses elementos, o Ministério Público pediu o arquivamento da denúncia em 2022.
Na entrevista, Flávio também associou o avanço das investigações ao contexto político após a eleição do pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro.
— Eu passei 16 anos sem ter acusação de nada. Bastou meu pai se eleger — disse.
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Caso Adriano da Nóbrega
Flávio também respondeu sobre sua relação com o ex-capitão do Bope Adriano da Nóbrega, morto em 2020 e apontado por investigadores como integrante de grupo miliciano no Rio de Janeiro. O senador já foi questionado por ter homenageado Adriano na Assembleia Legislativa e por visitas feitas a ele quando esteve preso.
Na entrevista, Flávio afirmou que a aproximação ocorreu no período em que Adriano ainda atuava como policial e negou qualquer relação posterior com atividades criminosas.
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— Eu sempre defendi policial e sempre vou defender. Esse caso específico do Adriano, conheci dentro do Bope, dando instrução de tiro na condição de deputado. Como ele era um policial operacional, ele foi acusado de matar um flanelinha e a gente sabia que era um traficante de drogas. Por isso fiz a homenagem, para mostrar que estava ao lado de um policial injustiçado — disse.
O senador afirmou que Adriano posteriormente “tomou um caminho errado” e negou responsabilidade por ações posteriores.
— Depois disso ele tomou um caminho errado, e eu não posso ter responsabilidade. Aí continua a narrativa de que tenho envolvimento com milícia — afirmou.
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