O dólar opera com baixa perante o real nesta terça-feira (26), enquanto no exterior a moeda norte-americana sobe ante boa parte das demais divisas, após novos ataques dos Estados Unidos ao Irã reduzirem a expectativa de um acordo de paz entre os países.
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Apesar das baixas probabilidades de um acordo iminente, as esperanças de paz fizeram com que o preço do petróleo caísse para menos de 100 dólares o barril, aliviando a pressão sobre as moedas dos mercados emergentes e aumentaram o apetite por risco.
Qual foi a cotação do dólar hoje?
Às 11h59, o dólar à vista operava com baixa de 0,06%, aos R$ 5,022 na venda. O dólar futuro para junho — atualmente o mais negociado no mercado brasileiro — subia 0,07% na B3, aos R$ 5,020.
Dólar comercial
- Compra: R$ 5,021
- Venda: R$ 5,022
Na segunda-feira, a moeda norte-americana à vista fechou o dia com baixa de 0,19%, para R$ 5,0193, com os investidores globais demonstrando otimismo quanto às negociações entre EUA e Irã.
Nesta terça-feira, no entanto, o noticiário vai no sentido contrário, colocando em dúvida a possibilidade de um acordo entre os países. Os EUA realizaram novos ataques contra alvos no sul do Irã durante a madrugada, enquanto o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, disse que a negociação de um acordo pode “levar alguns dias”. Em um comunicado, o Ministério das Relações Exteriores do Irã afirmou nesta terça-feira que os EUA violaram o cessar-fogo.
Em consequência, o petróleo Brent subiu nesta terça-feira, ainda que se veja abaixo dos US$100 o barril, enquanto o dólar sustentava ganhos ante divisas como o iene, o euro e a libra. A divisa norte-americana também sobe ante boa parte das moedas de países emergentes, como a rupia indiana, a lira turca e o rand sul-africano.
“Os indicadores do mercado financeiro global — como o índice do dólar, os juros americanos e os futuros das bolsas de Nova York — ainda não sugerem, neste momento, um movimento expressivo de aversão ao risco”, avaliou Leonel de Oliveira Mattos, analista de inteligência de mercados da Stonex, em comentário escrito.
“Ainda assim, o episódio da madrugada não favorece a percepção de que um acordo de paz seja próximo e tende a aumentar a cautela dos agentes econômicos”, disse.
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No Brasil, a divisão norte-americana pouco se afastou da estabilidade.
“O eventual rompimento da máxima recente (R$ 5,09) pode engatilhar alta em direção a R$ 5,20”, afirmou o diretor da consultoria Wagner Investimentos, José Faria Júnior, em análise enviada a clientes.
“O risco ainda é elevado para recomendar venda muito expressiva. Por outro lado, a perda da região de R$ 4,98 promoverá nova rodada de queda do dólar por aqui”, acrescentou.
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Mais cedo, o Banco Central informou que o Brasil teve déficit em transações correntes de US$ 1.765 bilhões em abril, acima do déficit de US$ 200 milhões projetado por economistas em pesquisa da Reuters. O investimento direto no país (IDP) somou US$ 8,912 bilhões em abril, acima dos US$ 5,4 bilhões direcionados e mais do que compensando o rombo nas transações correntes.
(Com Reuters)
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