O Ibovespa fechou a sessão em queda, sem conseguir acompanhar o desempenho positivo das bolsas em Nova York, em função de fatores domésticos, especialmente pela cautela relacionada à provável oficialização do tarifaço de 25% a produtos brasileiros pelos EUA.

O Ibovespa fechou com 176.010,90 pontos, em baixa de 0,36%. O giro financeiro somou R$ 39,8 bilhões. Em julho, sobe 2,32% e no ano, 9,24%.

Em dia de vencimento de opções sobre índice, pesaram ainda sobre a Bolsa brasileira a pesquisa Genial/Quaest, que mostrou bom posicionamento do presidente Lula na corrida presidencial, e a cautela com o avanço das pautas-bomba no Congresso.

No melhor momento do dia, o índice da B3 não conseguiu passar da estabilidade, aos 176.663 pontos (+0,01%), na máxima pela manhã. As mínimas foram atingidas no começo da tarde, coincidindo com uma piora pontual em Wall Street. Na mínima, o índice caiu 0,77% para 175.288 pontos. Em Nova York, Dow Jones, Nasdaq e S&P 500 percorreram a sessão majoritariamente em alta.

No meio da segunda etapa, houve certo alívio nas perdas, puxado principalmente por bancos, melhora da Petrobras (PETR3;PETR4) e da Vale (VALE3), que chegou a cair mais cedo. As ações da mineradora tiveram um dia de volatilidade, apesar do avanço do minério de ferro. Também ficou no radar a nomeação de Wilfred Theodoor Bruijn para presidente temporário do conselho de administração. No fechamento, Vale ON subia 0,68%.

O petróleo esteve em baixa durante boa parte da sessão, o que afetou as ações da Petrobras, mas acabou fechando em leve alta, reduzindo a pressão sobre os papéis. Petrobras ON subiu 0,11% e a PN caiu 0,17%.

O sócio-fundador da Private Investimentos, Gustavo Silva, considera que a Bolsa teve nesta quarta movimento lateralizado. “O que trava o mercado hoje é a expectativa da tarifa nova dos EUA sobre produto brasileiro. E ainda tem o lado fiscal pesando, depois que o Senado aprovou aposentadoria especial para agente de saúde”, explica. A Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 14/2021 tem potencial impacto de R$ 28 bilhões nas contas públicas em dez anos, segundo cálculos do Ministério da Previdência Social.

A definição do Escritório do Representante Comercial dos EUA (USTR, na sigla em inglês) foi a grande expectativa do dia. O ministro da Secretaria de Comunicação Social da Presidência (Secom), Sidônio Palmeira, afirmou ao Broadcast Político (sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado) que a tarifa de 25% sobre produtos brasileiros seria anunciada nesta tarde e que seria provável uma lista ampliada de exceções.

Para Pedro Galdi, analista do AGF, pesaram, além da questão das tarifas, a volatilidade trazida pelo exercício de opções sobre o índice, a pesquisa eleitoral e a preocupação com o quadro fiscal. “A lista (de produtos tarifados) que deve ser anunciada é pequena, mas acaba fazendo barulho. E hoje [quarta-feira] é vencimento, então sempre tem uma briga de comprados e vendidos”, disse.

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A pesquisa Genial/Quaest mostrou que o presidente Lula ampliou a vantagem, dentro da margem de erro, sobre o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), tanto no primeiro quanto no segundo turno. Na simulação do 1º turno, Lula oscilou de 39% para 40% das intenções de voto e Flávio, de 29% para 28%. Em um eventual 2º turno, Lula registra 45%, enquanto Flávio alcança 37%, ante 44% e 38% no levantamento anterior.

Os números trazem preocupação, na medida em que a continuidade da gestão Lula representa poucas chances de mudança da política fiscal, considerada frouxa pelo mercado. “A liderança de Lula nos cenários de primeiro e segundo turno e o elevado porcentual de eleitores que afirmam já ter definido seu voto aumentam a atenção em relação ao risco fiscal e à condução da política econômica nos próximos anos”, afirmou Olívia Flôres de Brás, CEO da Magno Investimentos.

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Produzido e/ou adaptado por Equipe Tretas & Resenhas, com informações da fonte.

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