
Imagem da reedição em LP do álbum ‘Samba é Aracy de Almeida’, de 1966
Divulgação
♫ NOTÍCIA
♬ Em 1966, há 60 anos, enquanto a então nascente MPB já mostrava toda a potência na era dos festivais, Aracy de Almeida ainda estava a dois anos de se tornar a personagem folclórica de programas de calouros, como o “Programa Silvio Santos”, no qual encarnaria a jurada ranzinza e rigorosa que dizia o que pensava na cara dos que tentavam a sorte como cantor no programa dominical.
Contudo, Araci Telles de Almeida (19 de agosto de 1914 – 20 de junho de 1988) tampouco vivia o auge da carreira de cantora que estreara em disco em 1934 e que tinha sido aclamada na década de 1930 como a perfeita tradutora do cancioneiro de Noel Rosa (1910 – 1937), em primazia dividida com a cantora Marília Batista (1918 – 1990).
Só que Aracy de Almeida ainda era “o samba em pessoa”, como sentenciara título de álbum lançado pela artista em 1958, na visão de gente antenada como Aloysio de Oliveira (1914 – 1995), cantor e compositor que atuava como produtor musical da gravadora Elenco naquele anos 1960.
Aloysio levou Aracy para a Elenco e a fez lançar dois álbuns em 1966. Um deles, “Samba é Aracy de Almeida”, é reeditado no formato original de LP pela gravadora Universal Music, com vinil transparente translúcido, 60 anos após o lançamento do disco.
Penúltimo álbum da discografia da artista, que somente lançaria outro álbum (o derradeiro) em 1988, “Samba é Aracy de Almeida” trouxe no repertório dois sambas do compositor Assis Valente (1911 – 1958) inéditos na voz da cantora, “Cansado de sambar” e “Mangueira” (parceria de Assis com Zequinha Reis), ambos lançados em 1935 pelo conjunto Bando da Lua, do qual fez parte Aloysio de Oliveira.
Outra novidade com Aracy era “Batucada surgiu” (1965), samba de Marcos Valle e Paulo Sérgio Valle – irmãos que viviam fase de grande popularidade como compositores na época – que havia sido lançado no ano anterior na voz do cantor Wilson Simonal (1938 – 2000).
No álbum “Samba é Aracy de Almeida”, a cantora também rebobinava sambas que tinha tido o privilégio de lançar em disco, casos de “Três apitos” (Noel Rosa, composto em 1933 e gravado originalmente em 1951), “Triste cuíca” (Noel Rosa e Hervê Cordovil, 1935), “Tenha pena de mim” (Hervê Cordovil, 1951) e “Sabotagem no morro” (Wilson Baptista e Haroldo Lobo, 1945).
Bem acompanhada, Aracy de Almeida canta os dez sambas do álbum com o toque da banda formada pelos músicos Roberto Menescal (violão), Ugo Marotta (piano e órgão) – estes dois também encarregados da criação dos arranjos – Alpheo Barroso Neto (bateria), Sergio Barroso (contrabaixo), Marçal (percussão), Copinha (flauta) e Laerte Gomes de Alcântara (sax alto e clarinete).
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