Governador do Pará e anfitrião da COP30, Helder Barbalho (MDB) diz que a autorização dada pelo Ibama para perfuração de petróleo na Margem Equatorial não afeta a imagem da conferência ambiental, que começa em menos de 20 dias.
“O timing correto é o da segurança para tomada de decisão. Nem o governo, nem a empresa [Petrobras] devem estar pautados pela conveniência de um cenário. O que deve pautar a decisão, para sim ou para não, é ter exaustivamente levado em consideração todas as condições para isso”, declarou.
Como mostrou a Folha, ambientalistas avaliam que a autorização dada pelo Ibama mancha a reputação ambiental do Brasil às vésperas de uma conferência que terá como principal tema a transição energética.
Para Helder, a decisão do órgão ambiental, não é política, mas sim administrativa e técnica. “Ela seguiu um rito extremamente demorado, exaustivo”.
O aval, afirma o emedebista, é para pesquisa de petróleo na região, não a exploração em si. “Não se pode confundir uma coisa com outra. Após pesquisar, há duas decisões a serem tomadas: a primeira é o plano de exploração e a segunda é soberana do Brasil, se vai ou não querer usar esse ativo, que é um patrimônio do país, diante de sua estratégia de oferta energética”.
O governador acrescenta que nenhum país do mundo hoje é autossuficiente em energias renováveis para não usar combustíveis fósseis
“Nenhum país tem autoridade para apontar o dedo para nosso país. O Brasil depende hoje de combustíveis fósseis, inclusive para fazer a transição energética”, diz.
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Governador do Pará e anfitrião da COP30, Helder Barbalho (MDB) defende que a autorização do Ibama para a perfuração de petróleo na Margem Equatorial não compromete a imagem da conferência, marcada para menos de 20 dias. Ele ressalta que decisões sobre exploração devem ser pautadas por segurança e não por conveniências, destacando que a autorização é voltada para pesquisa, e não para exploração imediata. Barbalho argumenta que a avaliação feita pelo Ibama foi técnica e não política, afirmando que a busca por energia não-renovável é uma realidade global. Ele acrescenta que o Brasil, apesar de focar na transição energética, ainda depende de combustíveis fósseis, uma situação compartilhada por muitos países. Ambientalistas, por outro lado, temem que essa autorização possa manchar a reputação ambiental do Brasil em um momento crucial para discussões sobre energia. Em resumo, enquanto o governador defende a legitimidade da decisão e a necessidade de uma transição energética viável, críticos apontam possíveis repercussões negativas para a imagem do país na COP30.
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