Após a Venezuela, o Irã. O petróleo segue a sua trajetória após atingir o seu maior ganho diário desde outubro na última quinta-feira (8), enquanto o Irã tentava conter os protestos crescentes e o presidente Donald Trump ameaçava com represálias caso manifestantes fossem alvejados.
Já nesta sexta-feira (9), os contratos do WTI mais negociados subiam 2,30%, a US$ 59,09 o barril, enquanto os do brent avançavam 2,02%, a US$ 63,25 o barril, por volta das 12h (horário de Brasília).
Teerã restringiu o acesso à internet e a telefones durante a noite, com o presidente dos EUA afirmando que o regime do país “pagaria caro” se manifestantes fossem mortos.
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A agitação representa o desafio mais significativo ao Líder Supremo, Aiatolá Ali Khamenei, desde a revolta nacional de 2022. Os protestos estão interrompendo o tráfego aéreo de entrada e saída do país, que produz mais de 3 milhões de barris de petróleo bruto por dia.
A turbulência iraniana começou a desviar o foco da Venezuela, onde Trump afirmou que novos ataques foram cancelados, já que o país está cooperando com Washington, o que levou a uma breve queda nos preços do petróleo. Trump acrescentou que as grandes empresas petrolíferas investirão pelo menos US$ 100 bilhões para revitalizar a indústria petrolífera da Venezuela, antes de uma reunião com executivos do setor em Washington na sexta-feira.
Os contratos futuros de petróleo caminham para a terceira semana consecutiva de alta, embora um grande excedente neste ano deva pressionar os preços para baixo nos próximos meses. O Goldman Sachs Group Inc. afirmou que seus clientes estão mais pessimistas em relação ao petróleo do que nunca em 10 anos.
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“O petróleo bruto continua preso em uma complexa dança entre o aumento do risco geopolítico e o crescimento dos estoques”, disse Robert Rennie, chefe de pesquisa de commodities do Westpac Banking Corp.
O aumento do fluxo venezuelano e a crescente produção em outros lugares podem levar os preços a negociarem na faixa dos US$ 50 durante o primeiro trimestre, acrescentou. Os preços caíram 18% no ano passado.
No Irã, em uma aparente resposta aos comentários do presidente Trump sobre os protestos no Irã, o líder supremo do país disse que o presidente dos EUA deveria se concentrar em governar seu “próprio país, se for capaz”.
O Irã foi o foco dos operadores de petróleo no ano passado, quando os EUA bombardearam as instalações nucleares do país. Naquela época, os preços do petróleo dispararam e, posteriormente, caíram, à medida que ficou claro que a produção não seria afetada.
“Os protestos no Irã parecem estar ganhando força, levando o mercado a se preocupar com possíveis interrupções”, disse Ole Hansen, chefe de análise de commodities do Saxo Bank. Além da instabilidade civil no Irã, um dos principais produtores do Oriente Médio, as preocupações com a disseminação da guerra entre Rússia e Ucrânia para as exportações de petróleo russas aumentaram as incertezas quanto ao abastecimento.
Já sobre Rússia-Ucrânia, o exército russo informou na sexta-feira que disparou seu míssil hipersônico Oreshnik contra alvos na Ucrânia. Os alvos incluíam infraestrutura energética que dá suporte ao complexo militar-industrial ucraniano, afirmou o Ministério da Defesa russo em um comunicado.
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Ainda assim, os estoques globais de petróleo estão aumentando, e o excesso de oferta continua sendo o principal fator que pode limitar os ganhos, afirmou a Haitong Futures.
(com Reuters e Bloomberg)
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