A nomeação de Guilherme Boulos para Secretaria-Geral da Presidência abriu uma disputa na esquerda por seu patrimônio eleitoral. Em 2022, ele obteve mais de 1 milhão de votos, sendo o mais votado em São Paulo para a Câmara de Deputados.

Nomeado para o ministério de Lula (PT), Boulos já avisou ao seu partido, o PSOL, que não pretende concorrer nas próximas eleições, apesar de bem colocado nas pesquisas para o Senado.

Sem Boulos na chapa, psolistas organizam suas pré-campanhas de olho em seu eleitorado, enquanto petistas armam uma estratégia para reconquistar simpatizantes que migraram para o PSOL, especialmente nas periferias.

No PSOL, alguns nomes despontam como sucessores de Boulos, a começar por sua mulher, Natália Szermeta, que deverá adotar o sobrenome do marido nas eleições. Também dirigente do MTST (Movimento dos Trabalhadores Sem-Teto), a advogada é apontada como destinatária dos votos do agora ministro.

Já a deputada Erika Hilton deverá engrossar seu cacife eleitoral, graças à sua exposição nas redes, em particular a capitalização da campanha pela redução da jornada de trabalho. Embora não integre o grupo de Boulos no partido, Sâmia Bomfim é também cotada como receptora de parte dos votos.

Ex-presidente do PSOL, Juliano Medeiros deverá se candidatar com apoio do deputado federal Ivan Valente, caso este não concorra em 2026, e poderá atrair uma parcela desse eleitorado.

Hoje na Alesp (Assembleia Legislativa de São Paulo), Marina Helou (Rede) e Guilherme Cortez (PSOL) são cotados para a disputa para deputados federais. Outro nome à mesa é o do secretário nacional de Periferias, Guilherme Simões, do Ministério das Cidades.

No PT, a estratégia será a busca de eleitores de Boulos nas periferias de São Paulo.

No chamado “voto de opinião”, o deputado federal Rui Falcão (o mais votado do PT em 2022); o ex-ministro José Dirceu; e o presidente nacional do partido, Edinho Silva, lideram as apostas para obtenção de nacos da votação de Boulos.

O nome de ex-prefeita Marta Suplicy é lembrado para a disputa, assim como o do ex-presidente da Câmara João Paulo Cunha.

Entre dirigentes do PT, inclusive Edinho, há quem defenda o lançamento do nome da vereadora Luna Zaratini para atrair eleitores jovens. A ideia seria investir em sua campanha como puxadora de votos para a Câmara, a exemplo do desempenho de Eduardo Suplicy para a Alesp em 2022.

Nas últimas eleições, a bancada estadual do PT obteve mais votos do que a chapa para a Câmara dos Deputados. Nos cálculos de alguns petistas, a participação de Luna poderia ampliar a votação do PT em São Paulo.

Outra ala do partido discorda, alegando que a vereadora deverá sedimentar sua presença na capital, ainda mais se seu objetivo for a prefeitura. O próprio Lula teria dúvidas sobre essa estratégia. Uma candidatura prematura poderia abalar seu legado na cidade.

Além disso, Luna já apoia um nome a deputado estadual com quem pré-candidatos a federal já têm fechado dobradinhas.

Fora a busca de um candidato capaz de conquistar o eleitorado jovem, algumas lideranças do PT sugerem outra fórmula para fortalecimento em São Paulo: a formação de uma federação de esquerda que inclua PSOL e PSB.

Dirigentes petistas recomendam calma aos adeptos da proposta, afirmando que este não é um momento de defendê-la. Mas o debate poderia ganhar força caso o PSOL acreditasse no risco de não atingir a votação necessária para garantia de pleno funcionamento no Parlamento. No PSOL, hoje essa ameaça é vista como remota.

Havia ainda a possibilidade de Boulos não repetir o mesmo resultado de 2022 para Câmara de Deputados, se tentasse a reeleição. Os próprios aliados do ministro admitem que outros nomes poderiam superá-lo, após derrota na disputa pela prefeitura.

Lembram ainda que, em 2022, era presença constante no palanque de Lula, mas que em 2026 o espaço será disputado por outros apoiadores do presidente. Em 2024, Lula interveio pessoalmente para que o PT o apoiasse.

O Palácio do Planalto anunciou para esta quarta-feira (29) a posse de Boulos como ministro da Secretaria-Geral. Cotado desde o início do ano, mas anunciado somente na semana passada, ele assume no lugar de Márcio Macêdo.

Em entrevista à coluna Mônica Bergamo, ele afirmou que Lula deu a ele “a missão de ajudar a colocar o governo na rua”.

A nomeação de Guilherme Boulos para a Secretaria-Geral da Presidência gerou uma disputa intensa na esquerda brasileira por seu significativo patrimônio eleitoral conquistado nas últimas eleições, onde obteve mais de 1 milhão de votos. Apesar de seu sucesso nas pesquisas para o Senado, Boulos já comunicou ao PSOL que não concorrerá em 2026, o que movimentou tanto seu partido quanto o PT. Enquanto os psolistas buscam novos candidatos para ocupar o espaço deixado por ele, como sua mulher Natália Szermeta e a deputada Erika Hilton, o PT planeja estratégias para atrair os eleitores de Boulos, especialmente nas periferias de São Paulo, apostando em figuras como Rui Falcão e Marta Suplicy. Além disso, há discussões sobre a possível formação de uma federação de esquerda com PSOL e PSB, embora essa ideia ainda não tenha suporte suficiente. A situação é complexa, com cada partido se preparando para o cenário eleitoral de 2026, refletindo a fragmentação e a dinâmica das alianças na política brasileira. Assim, a expectativa é que essa reconfiguração impacte as estratégias e os resultados das próximas eleições.

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Produzido e/ou adaptado por Equipe Tretas & Resenhas, com informações da FONTE.

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