A defesa do ex-assessor presidencial Filipe Martins, um dos réus no processo da trama golpista no STF, pediu apuração disciplinar e funcional contra o delegado Fábio Shor, da Polícia Federal, responsável pelo inquérito que levou à prisão dele, em 2024.

Em 2024, Martins passou seis meses numa penitenciária na região metropolitana de Curitiba após ter sido acusado de viajar aos EUA no final do governo de Jair Bolsonaro. No último dia 10 de outubro, autoridades americanas disseram que o registro de entrada dele no país é falso.

Nesta segunda-feira (20), Shor pediu ao STF investigação sobre a informação incorreta da imigração e indicou que o próprio Martins poderia ter simulado a entrada no território americano. Para a defesa do ex-assessor bolsonarista, a insinuação é absurda e busca mascarar a negligência e má-fé de Shor.

“O delegado tenta justificar, retroativamente, uma prisão sem fundamentos, transformando o inquérito em palanque para defender sua própria reputação”, dizem os advogados Jeffrey Chiquini e Ricardo Scheiffer Fernandes.

Os defensores também afirmam que acionarão a CGU (Controladoria-Geral da União) e o MPF (Ministério Público Federal) contra Shor.

Os representantes de Martins dizem que o delegado ignorou provas de que o ex-assessor jamais deixou o país no final de 2022.

“Em 31 de dezembro [de 2022], Filipe Martins realizou um voo doméstico de Brasília para o Paraná. Fixou residência na cidade de Ponta Grossa, onde vivia normalmente, utilizando seu número telefônico, recebendo contas em seu nome e utilizando de modo convencional seus cartões de crédito e de débito”, dizem.

Além disso, afirmam que desde outubro de 2023 a PF monitorava Martins por meio de seus dados telefônicos e de geolocalização, o que tornaria ainda mais desnecessária sua prisão preventiva no ano seguinte.

Os advogados ainda apontam tentativa do delegado de criminalizar o trabalho da imprensa e da advocacia, ao dizer que uma “milícia digital” era responsável por criticar a prisão de Martins.

“O documento [de Shor], sob a aparência de relatório técnico, é na verdade uma tentativa de criminalizar a advocacia, a imprensa e a cidadania, além de uma confissão de incompetência, má-fé e desvio de finalidade”, dizem.

Eles acrescentam que a prisão de Martins foi uma tentativa de extrair dele uma delação premiada, como a que fez o tenente-coronel Mauro Cid.

No processo da trama golpista, Martins é acusado de ter preparado a minuta do golpe que seria dado por Jair Bolsonaro, o que ele nega. O julgamento do seu núcleo no processo deve ocorrer em dezembro.


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A defesa de Filipe Martins, ex-assessor presidencial, solicitou investigação contra o delegado Fábio Shor, da Polícia Federal, que conduziu o inquérito que resultou em sua prisão em 2024, acusando-o de negligência e má-fé. Martins ficou preso por seis meses, supostamente por ter falsificado um registro de entrada nos EUA ao final do governo Bolsonaro. Em resposta, Shor sugeriu que Martins poderia ter simulado a entrada nos EUA, afirmação que a defesa considera absurda e destinada a justificar a prisão. Os advogados sustentam que Martins nunca deixou o Brasil e apresentaram evidências de sua residência e atividades no país. Eles também criticaram Shor por tentar dividir a responsabilidade entre a imprensa e a advocacia, alegando que ele quer desviar a atenção de sua própria má conduta. Além disso, acusam a Polícia Federal de tentar obter uma delação premiada de Martins. O julgamento de Martins no contexto da trama golpista, da qual ele nega a participação, está agendado para dezembro. A situação revela uma complexa disputa legal, onde questões de responsabilidade e ética na condução do inquérito estão em jogo.

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Produzido e/ou adaptado por Equipe Tretas & Resenhas, com informações da FONTE.

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