O ex-ministro da Casa Civil e pré-candidato a deputado federal José Dirceu (PT-SP) reuniu ministros, políticos da base governista e do Centrão e lideranças históricas do PT na festa em que comemorou o aniversário de 80 anos, em um restaurante de luxo em Brasília, na noite desta terça-feira, 17. No discurso, Dirceu atacou o senador Flávio Bolsonaro (PL-SP), pré-candidato à Presidência da República.

Dirceu afirmou que Flávio representaria a volta da extrema-direita ao poder e que a “soberania do Brasil está em jogo” nas eleições deste ano. O ex-ministro declarou ainda que Flávio terá um programa igual ao do presidente da Argentina, Javier Milei, e que irá desvincular o salário mínimo das aposentadorias, privatizar bancos públicos e a Petrobras e acabar com o piso da saúde e educação. “Ele quer regredir o Brasil para o século 19”, disse Dirceu.

“Não podemos nos enganar, a volta do bolsonarismo se chama Flávio Bolsonaro. Ele é golpista como o pai e tem a mesma origem da extrema-direita como o pai. O mais grave é que ele tomou um lado no mundo hoje: o lado do [presidente dos Estados Unidos, Donald] Trump e o lado da guerra. Nós não podemos, em nenhum momento, imaginar o Brasil governado por ele. O Brasil vai ser governado pelo Trump, pelos interesses dos Estados Unidos, pelo império e pela guerra”, afirmou o ex-ministro.

Dirceu elogiou Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e disse que o presidente demonstrou, durante a crise do tarifaço, que é capaz de governar o País diante dos conflitos internacionais. O ex-ministro também afirmou que a campanha presidencial não será para um “Lulinha paz e amor”, como foi a de 2002, quando Lula se elegeu pela primeira vez para o Planalto.

“Nós temos que dizer claramente ao povo brasileiro: essa não é campanha de Lulinha paz e amor. Essa é uma campanha que nós temos que ganhar a maioria do povo brasileiro por uma revolução política e social no Brasil”, afirmou.

Condenado pelos escândalos do Mensalão e da Operação Lava a Jato, Dirceu disse que é preciso investigar as fraudes bilionárias dos descontos indevidos do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) e do Banco Master, mas que políticos de direita foram eleitos a partir da bandeira anticorrupção que, segundo ele, voltará a ser tema neste ano. Entre os exemplos citados, Dirceu citou as vitórias nas urnas dos ex-presidentes Jânio Quadros, Fernando Collor e Jair Bolsonaro, além dos presidentes da ditadura militar (1964-1985).

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“É verdade que é preciso ir ao fundo no caso do Master e do caso do INSS, mas é preciso lembrar do Jânio Quadros, do Collor, do Bolsonaro e da própria ditadura. A ditadura foi dada em nome da luta contra a corrupção em primeiro lugar, depois a subversão”, disse Dirceu.

Na festa, estiveram presentes o vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin (PSB), e os ministros Camilo Santana (Educação), Esther Dweck (Gestão), Gleisi Hoffmann (Relações Institucionais) e Wolney Queiroz (Previdência Social).

Políticos do Centrão também compareceram ao aniversário de Dirceu que, em discurso, também defendeu uma renovação do Congresso Nacional. Entre os presentes, estavam o líder do PSD na Câmara, Antonio Brito (BA), o senador Renan Calheiros (MDB-AL) e o ex-ministro do Turismo e deputado Celso Sabino (sem partido-PA).

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Produzido e/ou adaptado por Equipe Tretas & Resenhas, com informações da fonte.

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