EXCLUSIVO: veja a íntegra da gravação do último show dos Mamonas Assassinas, em 1996
Nesta terça-feira (3), uma das datas mais tristes e memoráveis para os brasileiros que viveram a década de 1990 completa 30 anos: a queda do avião que transportava a banda Mamonas Assassinas, em 3 de março de 1996, na Serra da Cantareira, em São Paulo.
A data marca o fim de uma era marcante da música brasileira.
Na noite anterior – 2 de março de 1996 – a banda tinha se apresentado para cerca de 4 mil pessoas no Estádio Mané Garrincha, em Brasília. Foi o último show do grupo.
Três décadas depois, o g1 DF e a TV Globo Brasília recuperaram o registro bruto do show – incluindo imagens que ficaram guardadas por 30 anos e nunca tinham sido exibidas.
O Brasil de 1996
No fim de 1995, o Brasil vivia um momento de mudanças. O Plano Real já estava consolidado no governo de Fernando Henrique Cardoso. A economia começava a se estabilizar.
Os celulares ainda eram novidade. A internet dava os primeiros passos. A televisão discutia novos temas nas novelas.
EXCLUSIVO: Mamonas Assassinas tocam ‘Bois don’t cry’ no último show da banda, em 1996
Em meio a esse cenário, os Mamonas Assassinas viraram um fenômeno no Brasil.
Em apenas sete meses, o primeiro disco vendeu dois milhões de cópias. A banda fez 160 shows pelo país. O cachê, que no início era de R$ 3,5 mil (cerca de R$ 33 mil em valores atuais), logo chegou a cerca de R$ 40 mil por apresentação (quase R$ 400 mil, se corrigidos pela inflação).
Com letras bem-humoradas, o grupo conquistou a admiração de crianças, adolescentes e adultos.
Documentário relembra o sucesso da banda Mamonas Assassinas
O último show em Brasília
Sábado, 2 de março de 1996.
O público começou a chegar cedo ao Mané Garrincha. Muitas crianças e adolescentes usavam faixas na cabeça com o nome da banda. O show foi gravado pelo então repórter cinematográfico da TV Globo Caio Coutinho.
São essas as imagens ficaram preservadas no acervo da emissora por 30 anos e foram resgatadas agora pela TV Globo e pelo g1 DF.
Dinho abriu a apresentação fantasiado de coelho. O acervo inclui gravações quase completas de sucessos como “Cabeça de bagre II”, “Chopis centis”, “Jumento Celestino”, “Bois Don’t Cry”, “Uma Arlinda mulher” e “Robocop gay”.
Nesta última, Dinho canta usando peruca e vestido – e dança com o clássico trecho de “Melô do piripipi”, da Gretchen, para depois emendar um strip-tease.
EXCLUSIVO: Mamonas Assassinas tocam ‘Robocop Gay’ no último show da banda, em 1996
Em outras, como “Sabão crá-crá”, “Mundo animal” e “Débil metal”, restaram apenas trechos que mostram a plateia cantando, em uníssono.
As imagens mostram também a chegada dos fãs, o estádio lotado, policiais organizando o acesso e a energia no palco. Um registro raro da última apresentação dos Mamonas Assassinas.
Às 21h35, depois do show, o grupo deixou Brasília em um jato modelo Learjet 25D com destino a São Paulo.
Às 23h15, pouco antes do pouso no Aeroporto de Guarulhos, o piloto informou à torre de controle que iria arremeter. Em seguida, o avião desapareceu do radar.
Durante a madrugada, não havia confirmação sobre o que tinha acontecido. Familiares e produtores aguardavam informações.
EXCLUSIVO: Mamonas Assassinas tocam ‘Chopis centis’ no último show da banda, em 1996
Às 5h45 da manhã do dia 3 de março, os destroços foram localizados na Serra da Cantareira, a cerca de 1,2 mil metros de altitude.
Morreram na hora os cinco integrantes da banda, além do segurança, do técnico de apoio, do piloto e do copiloto.
Trinta anos depois, a história dos Mamonas Assassinas permanece no coração dos brasileiros. As músicas continuam sendo cantadas por diferentes gerações.
Em uma entrevista antiga, Dinho resumiu o que a banda queria.
“A nossa intenção é só divertir o povo que tem tanto motivo para chorar.”
Leia mais notícias sobre a região no g1 DF.

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Produzido e/ou adaptado por Equipe Tretas & Resenhas, com informações da fonte.

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