O Goldman Sachs iniciou a cobertura da Eneva (ENEV3), cuja as ações acumulam alta de 66% nos últimos doze meses, com recomendação de compra e preço-alvo de R$ 25 por ação, o que implica potencial de valorização total de 23%.

Segundo o banco, a Eneva se destaca como uma alocadora de capital de primeira linha, com um portfólio bem posicionado de geração térmica flexível em um contexto de maior necessidade de capacidade térmica pelo sistema elétrico.

A companhia também apresenta perfil previsível de fluxo de caixa, já que contratos de receita fixa devem representar cerca de 82% do Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciações) total nas projeções do banco.

Viva do lucro de grandes empresas

Além disso, as ações da empresa são negociadas com uma taxa interna de retorno (TIR) real de cerca de 12%, acima da média de 10% do setor de utilities. O banco também vê catalisadores claros no curto prazo, como o Leilão de Reserva de Capacidade (LRCAP) 2026, previsto para 18 de março.

O Goldman Sachs também destaca opcionalidades relevantes fora do cenário base, avaliadas em cerca de R$ 12 por ação, incluindo novos projetos greenfield como o Ceiba, expansão do negócio de small-scale LNG (SSLNG) e a eventual monetização das bacias de gás de Solimões e do Paraná.

Dividend yields acima de 20% no futuro

Desde a reestruturação da companhia e o novo IPO em 2017, a Eneva não distribui dividendos, uma vez que tem direcionado todo o fluxo de caixa operacional para atividades de fusões e aquisições (M&A) e oportunidades de crescimento orgânico.

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O Goldman Sachs projeta que a alavancagem da empresa atinja o pico em 2026, em torno de 3,3 vezes dívida líquida/Ebitda, nível ainda confortavelmente abaixo dos covenants de cerca de 4,5 vezes. A partir daí, a expectativa é de queda gradual para aproximadamente 2,0 vezes em 2028, quando todos os projetos da companhia deverão estar em operação, incluindo **Azulão I e Azulão II entre 2026 e 2027, além da Celse 2 até 2028.

Segundo a instituição, a estrutura de capital sólida, combinada com a redução de capex após a conclusão dos projetos e com o crescimento esperado do Ebitda impulsionado pelo leilão LRCAP 2026, pode levar a dividend yields acima de 20% entre 2029 e 2030, caso a empresa não identifique novas oportunidades de crescimento.

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Produzido e/ou adaptado por Equipe Tretas & Resenhas, com informações da fonte.

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