O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, voltou a afirmar que não pretende disputar cargos eletivos em 2026, apesar das discussões internas no PT sobre a necessidade de seu nome para reforçar o palanque do presidente Luiz Inácio Lula da Silva em São Paulo. A declaração foi feita em entrevista ao UOL News, nesta segunda-feira (19) na qual o ministro disse que sua posição tem sido reiterada em conversas diretas com o presidente.
Segundo Haddad, o tema foi tratado nos últimos dias em diálogos que descreveu como pessoais e respeitosos. Ele afirmou que deixou claro, em todas as oportunidades, que não planeja concorrer no próximo ciclo eleitoral, independentemente do cargo em jogo. Ainda assim, reconheceu que as conversas com Lula continuam abertas e sem uma definição formal.
“Eu disse em todas as ocasiões que não pretendia me candidatar em 2026. Isso vale para qualquer cargo”, afirmou.
O ministro relatou que a troca com o presidente não se limita a cálculos eleitorais. De acordo com ele, o diálogo envolve uma avaliação mais ampla de sua trajetória política, especialmente após o período em que deixou a Prefeitura de São Paulo e assumiu funções de destaque no governo federal. Haddad ressaltou que a relação entre os dois extrapola a política institucional e inclui uma dimensão pessoal construída ao longo dos anos.
“É uma conversa de amigos e companheiros. Não concluímos nada nessa 1ª conversa. Ele está colocando os pontos dele, eu estou colocando os meus, muito respeitosamente”, disse.
Durante a entrevista, Haddad também destacou o tempo prolongado que permanece em cargos de primeiro escalão. Ele lembrou que, somando as passagens pelo Ministério da Educação e pela Fazenda, completará cerca de uma década à frente de pastas centrais do governo federal, um período que considera incomum na história recente do país.
Continua depois da publicidade
“Vou completar 10 anos à frente de ministérios: quase 7 no Ministério da Educação e mais de 3 na Fazenda. Se você perguntar ao ChatGPT quantos brasileiros ocuparam por tanto tempo ministérios tão relevantes, vai achar poucos na história”, afirmou.
Apesar dessa trajetória, o ministro afirmou que, neste momento, não tem como prioridade uma nova candidatura. Segundo ele, o foco está em discutir questões estruturais, como o projeto de desenvolvimento do Brasil e a inserção do país em um cenário internacional que classificou como instável e desafiador. Apenas após esse processo de reflexão, disse, pretende avaliar quais caminhos seguir no futuro político.
Na semana passada, o ministro anunciou que deverá deixar o Ministério ainda em janeiro para se dedicar à campanha de reeleição de Lula.
_____________________________
_____________________
_____________
_______
___























