Paul Thomas Anderson, Leonardo DiCaprio, Chase Infiniti e Benicio del Toro em coletiva de imprensa de ‘Uma batalha após a outra’, no México
Cesar Soto/g1
Para Leonardo DiCaprio, o protagonista de “Uma batalha após a outra” está longe de ser um herói.
Em seu novo filme, que estreia no Brasil no próximo dia 25, o astro americano interpreta um ex-revolucionário atrapalhado que precisa salvar a filha de um antigo inimigo em um Estados Unidos fictício dominado por um governo fascista.
Apesar de ter evitado os principais festivais internacionais, o filme surgiu como um forte concorrente à categoria principal do Oscar 2026, com excelente recepção da crítica.
“Sempre que a gente pensava em alguma cena de heroísmo, escolhíamos ir para o lado contrário”, disse DiCaprio, em entrevista coletiva na Cidade do México, onde o g1 esteve para acompanhar o lançamento latino-americano da obra.
“E, no fim, terminamos naquela cena entre pai e filha que significa muito, na qual o heroísmo às vezes é apenas estar presente.”
Acompanhado dos colegas de elenco Benicio del Toro (“Sicário”) e Chase Infiniti (“Acima de qualquer suspeita”), o americano explicou de onde surgiu o humor de seu personagem dentro de uma história tão pesada.
“O humor veio de forma natural pelas situações em que o Paul colocou o Bob. Você às vezes acha que uma pessoa no meio do mundo de espionagem, de revolução, vai saber sempre o que fazer, mas o Paul colocou isso no meio do mundo real.”
Para contar por que resolveu aceitar o papel, DiCaprio pegou emprestado uma declaração de del Toro: “Quando Paul Thomas Anderson te liga, você aceita e depois lê o roteiro”.
O porto-riquenho, que interpreta um professor de karatê que ajuda imigrantes a se esconderem das autoridades, expandiu a explicação.
“Todos os personagens são tridimensionais, até os vilões”, afirmou o ator.
“Tem também o elenco. Leo, eu sempre quis trabalhar com ele, Sean Penn, com quem eu também sempre quis trabalhar desde que comecei minha carreira.”
Paul Thomas Anderson, Leonardo DiCaprio, Chase Infiniti e Benicio del Toro em coletiva de imprensa de ‘Uma batalha após a outra’ no México
Cesar Soto/g1
Uma mensagem de otimismo
“Uma batalha após a outra” é um projeto antigo do diretor Paul Thomas Anderson, que por anos queria adaptar o livro “Vineland”, de Thomas Pynchon, mas tinha receio por gostar demais da história – ele já adaptou outra publicação do autor em “Vício inerente” (2014).
“Eu tenho três filhas, então para mim foi muito fácil me conectar com o Bob, ter um carinho pela Willa, e para escrever um cenário desses não foi tão longe da minha vida”, explicou o cineasta, também conhecido pelas iniciais, PTA.
“Eu não passo o dia fumando maconha igual o Bob, mas acho que todos os pais têm medo de ser um fracasso.”
Durante uma época com um Estados Unidos dividido no mundo real, o quarteto evitou fazer comparações muito diretas. Talvez até por isso, o diretor afirmou que a mensagem que queria passar com o filme é positiva.
“Torço que exista um otimismo nele que eu espero que seja transmitido. Eu sou um otimista. Eu sinto otimismo quando olho para a Chase”, falou.
“O final do filme é ela. É a entrega da luta para ela, do futuro. Espero que seja um sentimento que faça parte das conversas sobre o filme.”

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Produzido e/ou adaptado por Equipe Tretas & Resenhas, com informações da fonte.

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