O ministro das Cidades, Jader Filho, disse que a taxa de juros a 15% pode matar o financiamento da casa própria para a classe média.

A crítica à Selic foi feita em jantar promovido pelo grupo Esfera Brasil na quarta-feira (29) com empresários, em São Paulo.

“Como a casa era financiada no Brasil desde a década de 1960? O modelo foi ancorado na poupança. Quando a taxa de juros está muito elevada, é desfavorável manter o dinheiro na conta. E, hoje, qualquer pessoa pode transferir o seu recurso facilmente para algo muito mais rentável”, afirmou.

Segundo ele, se os juros continuarem no atual patamar, a poupança “vai morrer”. “E ela morrendo, não haverá mais funding para financiar a casa própria no Brasil, fundamentalmente para a classe média.”

O financiamento habitacional direcionado à classe média é uma das apostas do presidente Lula para vencer a resistência deste segmento na campanha do ano que vem, quando disputará a reeleição.

Na conversa, o ministro citou também modalidades de financiamento para obras de infraestrutura, em áreas como saneamento, mobilidade e desenvolvimento urbano.

“Só neste ano, foram R$ 30 bilhões em debêntures incentivadas feitas pelo Ministério das Cidades em obras de infraestrutura do país. E vamos ampliar muito mais. Há diversos projetos que estão para serem liberados, como nas áreas de saneamento e de mobilidade”, afirmou.


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O ministro das Cidades, Jader Filho, destacou em um jantar em São Paulo que a taxa de juros de 15% pode inviabilizar o financiamento da casa própria para a classe média. Ele criticou a atual política da Selic, lembrando que o modelo de financiamento habitacional no Brasil tem suas raízes na poupança, que se torna menos atrativa em um cenário de juros altos. Isso pode levar à “morte” da poupança, resultando na falta de recursos para o financiamento imobiliário, crucial para a classe média, especialmente em um ano eleitoral, quando o presidente Lula busca melhorar sua aceitação nesse segmento. Além disso, Jader Filho mencionou iniciativas em infraestrutura, como as debêntures incentivadas, afirmando que só neste ano foram liberados R$ 30 bilhões para obras em áreas como saneamento e mobilidade, com a expectativa de expansão de projetos para desenvolvimento urbano.

Em resumo, o ministro Jader Filho alertou sobre os perigos da alta taxa de juros para o financiamento habitacional da classe média, crucial para a política de reeleição do presidente Lula, além de destacar investimentos em infraestrutura como uma alternativa para promover o crescimento sustentável.

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Produzido e/ou adaptado por Equipe Tretas & Resenhas, com informações da FONTE.

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