O mini-índice (WINJ26), com vencimento em abril, encerrou a última sessão (09/03) em alta de 1,03%, aos 183.700 pontos, indicando reação compradora no curtíssimo prazo após a sequência recente de quedas. O Ibovespa encerrou o pregão em alta de 0,86%, aos 180.915 pontos, após uma sessão marcada por forte volatilidade. O movimento acompanhou a melhora do humor externo, depois que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que a guerra com o Irã estaria “praticamente concluída”, o que reduziu parte das preocupações geopolíticas. Com isso, as bolsas em Nova York recuperaram as perdas do início do dia e fecharam em alta, enquanto no Brasil o dólar caiu e os juros futuros recuaram ao longo da curva.
Para os traders de mini-índice, a última sessão foi marcada por recuperação dos ativos de risco, com destaque para Petrobras (PETR3; PETR4) e Vale (VALE3), que ajudaram a sustentar a alta do índice. No radar do mercado seguem os desdobramentos da guerra no Oriente Médio e a agenda de indicadores relevantes, como o CPI nos Estados Unidos e o IPCA no Brasil, fatores que tendem a manter elevada a volatilidade no Ibovespa futuro no curto prazo.
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Análise do gráfico de 15 minutos
No intraday, observo que o mini-índice encerrou a última sessão em movimento positivo, passando a negociar acima das médias de 9 e 21 períodos, o que indica retomada do fluxo comprador no curtíssimo prazo.
Para que o ativo dê continuidade ao movimento de alta, será necessária a superação da faixa de resistência em 184.185/184.660 pontos. Rompendo essa região, o índice tende a buscar 184.860/185.220 pontos, com alvo mais longo em 185.695/186.370 pontos.
Por outro lado, a retomada do fluxo vendedor dependerá da perda do suporte em 183.625/183.110 pontos. Caso essa faixa seja rompida, o contrato pode intensificar o movimento de baixa e buscar 182.585/181.875 pontos, com extensão até 181.145/180.300 pontos.
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No gráfico diário, observo que o índice registrou sessão de recuperação, porém ainda negocia abaixo das médias móveis, o que indica que o movimento pode ser, por ora, apenas um repique dentro de uma estrutura corretiva. Para consolidar a retomada do fluxo altista, será necessário superar a região de resistência em 184.525/189.250 pontos, abrindo espaço para 193.250/197.760 pontos.
Já a retomada da pressão vendedora dependerá da perda da faixa de 179.975/176.815 pontos, o que pode projetar o índice para 172.940/168.190 pontos. O IFR (14) marca 44,70, em região neutra.

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WINJ26: Gráfico de 60 minutos
No gráfico de 60 minutos, o mini-índice também encerrou a última sessão em alta e passou a negociar acima das médias de 9 e 21 períodos, o que reforça a tentativa de recuperação no curto prazo.
Para que o ativo dê sequência ao fluxo comprador, será necessário romper a região de resistência em 184.825/186.370 pontos. Confirmado esse movimento, o índice pode avançar para 189.250/189.785 pontos, com projeções adicionais em 190.860/191.855 pontos.
Por outro lado, a retomada do fluxo de baixa dependerá da perda da região de suporte em 182.150/179.975 pontos. Caso isso ocorra, o contrato pode buscar 179.030/176.814 pontos, com alvos mais longos em 175.000/172.940 pontos.
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(Rodrigo Paz é analista técnico)
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