O mini-índice (WINJ26), com vencimento em abril, encerrou a última sessão (12/03) em forte queda de 2,56%, aos 181.205 pontos, reforçando a pressão vendedora no curto prazo. O Ibovespa recuou 2,55%, aos 179.284 pontos, acompanhando o movimento negativo das bolsas globais diante da escalada das tensões no Oriente Médio. O avanço do petróleo novamente acima de US$ 100 o barril elevou a aversão ao risco e pressionou os mercados, com fortes quedas em Nova York e na Europa, enquanto no Brasil o dólar avançou e os juros futuros subiram. O IPCA de fevereiro acima do esperado também reforçou a cautela dos investidores.
Para os traders de mini-índice, o último pregão foi marcado por forte pressão vendedora nas blue chips, com destaque para as quedas dos bancos e de Embraer (EMBJ3), que despencou mais de 10%, enquanto Petrobras (PETR4) registrou leve alta em meio à disparada do petróleo. No radar seguem os desdobramentos da guerra e a agenda dos EUA, com PCE e a segunda leitura do PIB, fatores que podem manter elevada a volatilidade no Ibovespa futuro.
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Análise do gráfico de 15 minutos
No intraday, observo que o mini-índice encerrou a última sessão com forte movimento negativo, passando a negociar abaixo das médias de 9 e 21 períodos, o que evidencia domínio vendedor no curtíssimo prazo.
Para que o contrato dê continuidade ao fluxo de baixa, será necessária a perda da faixa de suporte em 180.520/179.975 pontos. Caso isso ocorra, o movimento vendedor pode ganhar intensidade e levar o índice a buscar 179.500/178.900 pontos, com alvo mais longo em 178.030/177.495 pontos.
Por outro lado, qualquer tentativa de recuperação dependerá da entrada de fluxo comprador capaz de superar a região de resistência em 181.815/182.230 pontos. Se houver rompimento dessa faixa, o ativo pode avançar até 182.935/183.535 pontos, com projeção mais longa em 184.320/185.360 pontos.
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No gráfico diário, observo um forte candle vendedor, reforçando a retomada do fluxo de baixa. O índice permanece abaixo das médias móveis, e a perda da região de 179.975 pontos pode confirmar um pivô de baixa, ampliando o cenário corretivo. Para que o mercado retome o fluxo de alta, será necessário recuperar a região de resistência em 185.360/188.165 pontos, o que poderia abrir espaço para 189.250/193.250 pontos.
Já a continuidade da pressão vendedora dependerá da perda da faixa de 179.975/176.815 pontos, projetando o índice para 172.940/168.190 pontos. O IFR (14) marca 35,31, em região neutra.

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WINJ26: Gráfico de 60 minutos
No gráfico de 60 minutos, o mini-índice encerrou a última sessão em forte queda, mantendo-se abaixo das médias de 9 e 21 períodos, o que reforça o viés baixista no curto prazo.
Para dar continuidade ao fluxo de baixa, será necessária a perda da região de suporte em 180.520/179.975 pontos. Caso esse patamar seja rompido, o contrato pode buscar 176.815/175.000 pontos, com alvos mais longos em 172.940/171.435 pontos.
Por outro lado, a retomada do fluxo comprador dependerá da superação da faixa de resistência em 182.230/183.885 pontos. Confirmado esse rompimento, o índice pode avançar em direção a 186.390/188.165 pontos, com projeções adicionais em 189.235/190.860 pontos.
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(Rodrigo Paz é analista técnico)
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