O quadro “El Sueño”, de Frida Kahlo, leiloado no Sotheby´s, em Londres, por US$ 54,7 milhões em 20 de novembro de 2025.
Kirsty Wigglesworth/ Reuters
A mexicana Frida Kahlo tornou-se a artista com a obra mais cara feita por uma mulher no mundo.
Em um leilão na noite de quinta-feira (20), o quadro “El sueño (La cama)”, um dos quadros mais simbólicos e emotivos de Kahlo, foi arrematado por US$ 54,7 milhões (cerca de R$ 292, 6 milhões) em um leilão da Sotheby’s, em Londres.
A venda, que gerou polêmica mas foi celebrada por sua família (leia mais abaixo), também fez com que a artista mexicana batesse seu próprio recorde: sua obra mais cara até então era a pintura de 1949 “Diego e Eu”, que retrata a artista e seu marido, o muralista Diego Rivera e foi vendida por US$ 34,9 milhões (cerca de 186 milhões) em 2021.
Já o recorde anterior de uma obra mais cara feita por uma mulher pertencia a “Jimson Weed/White Flower No. 1”, de Georgia O’Keeffe, vendida por US$ 44,4 milhões (cerca de R$ 235 milhões) em 2014.
‘Estou orgulhosa’, diz sobrinha de Kahlo
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Pintado em 1940, durante um período de intensa turbulência pessoal e transformação artística, “El sueño (La cama)” está, segundo a Sotheby’s, entre os autorretratos mais carregados de psicologia e simbolismo do catálogo de obras de Kahlo.
Na pintura, a artista mexicana retrata a si mesma dormindo em uma cama de madeira em estilo colonial, envolta em um cobertor dourado bordado com trepadeiras e folhas. Acima dela, repousa um esqueleto em tamanho real envolto em fios de dinamite, coroado com um buquê vibrante e aninhado sobre almofadas.
Historiadores da arte ouvidos pela agência de notícias Associated Press questionaram a venda por razões culturais, enquanto outros manifestaram preocupação com a possibilidade de a pintura — exibida publicamente pela última vez no final da década de 1990 — desaparecer novamente da vista do público após o leilão.
A obra já recebeu solicitações para futuras exposições em cidades como Nova York, Londres e Bruxelas.
Já a sobrinha-neta de Frida Kahlo, Mara Romeo Kahlo, disse em entrevista à Associated Press que celebrava a importância da venda.
“Estou muito orgulhosa de que ela seja uma das mulheres mais valorizadas, porque, na verdade, que mulher não se identifica com Frida, ou que pessoa não se identifica?”, disse ela. “Acho que todos carregam um pedacinho da minha tia no coração”.
O autorretrato está entre as poucas obras de Kahlo que permaneceram em mãos privadas fora do México, onde seu conjunto de obras foi declarado monumento artístico. Suas obras, tanto em coleções públicas quanto privadas dentro de território mexicano, não podem ser vendidas no exterior nem destruídas.
A pintura leiloada na quinta-feira veio de uma coleção particular, cujo proprietário não foi divulgado, assim como seu comprador.
A venda foi feita por um valor 1.000 vezes maior do que a pintura alcançou quando foi colocada à venda pela última vez, em 1980. Na ocasião, o quadro foi adquirido por US$ 51.00 (cerca de R$ 272 mil).

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Produzido e/ou adaptado por Equipe Tretas & Resenhas, com informações da fonte.

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