A Klabin (KLBN11) segue tendo a redução da alavancagem como foco principal no curto e médio prazo. Em recente reunião com analistas, a nova CFO da empresa, Gabriela Woge, destacou que a prioridade da companhia não deve mudar, ao mesmo tempo em que registra um aumento suave no ritmo de crescimento. A executiva também detalhou o posicionamento da Klabin em relação às pressões com o conflito no Oriente Médio.
Após um intenso ciclo de investimentos nos últimos anos, a Klabin segue focada em seu plano de alocação de capital, determinada em reduzir o endividamento. De acordo com os analistas da XP, a empresa está tomando uma posição cautelosamente otimista. Por enquanto, a companhia não deverá acelerar nenhum novo projeto ou realizar grandes investimentos de capital.
Segundo os cálculos do Itaú BBA, a redução da alavancagem em 2026 deve ser limitada. Os altos desembolsos de capex previstos para a continuidade operacional e para dar andamento ao projeto Monte Alegre, poderá pressionar o fluxo de caixa livre da companhia. Por esse motivo, a Klabin deverá ter uma desalavancagem mais significativa a partir de 2027.
Viva do lucro de grandes empresas
Até lá, a empresa pretende alcançar uma relação de dívida líquida por Ebitda (lucro antes dos juros, impostos, depreciação e amortização) próxima ao ponto médio de sua política de alavancagem financeira. Conforme o BBA, a relação é de 2,5x a 3,5x em períodos sem projetos de crescimento.
Pressões vindas do Oriente Médio
Gabriela Woge tranquilizou em relação às pressões no setor de papel e celulose exercidas com o conflito no Oriente Médio. De acordo com a executiva, a exposição da companhia é muito baixa, o que sugere um impacto mínimo na dinâmica comercial da empresa.
De acordo com a administração, a região representa menos de 3% do volume de vendas de celulose. Do ponto de vista do transporte marinho, a Klabin também minimizou os impactos. a companhia informou que possui contratos que podem mitigar o impacto de aumentos nas tarifas de frete. Mesmo assim, não descartaram possíveis pressões sobre o custo, caso o preço do petróleo suba.
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Mercado de kraftliner
O negócio de kraftliner deverá passar por um período de oportunidades e a Klabin está se posicionando para aproveitar o momento. Após os anúncios recentes de fechamentos de fábricas globalmente, como no Hemisfério Norte, a empresa espera poder aumentar as exportações do produto.
Com as tensões geopolíticas e impactos da guerra sobre energia, logística e custos de insumos, os produtores na Europa e América do Norte estão sendo pressionados. A Klabin espera poder utilizar da sua base de ativos integrada e da competitividade de custos para se beneficiar neste contexto.
Os setores brasileiros mais afetados pelo conflito EUA x Irã
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