Após ouvir reclamações do presidente Lula (PT) e críticas nas redes sociais, o presidente do PT, Edinho Silva, convocou para esta quinta-feira (17) uma reunião do comando do partido.

A convocação se deu num momento em que petistas trocam farpas nos grupos de WhatsApp por causa da adesão de 12 deputados petistas à PEC (Proposta de Emenda à Constitução) da Blindagem, que impõe obstáculos à abertura de processos contra parlamentares.

O texto prevê que investigações contra parlamentares só podem ser abertas no STF (Supremo Tribunal Federal) mediante aval de deputados e senadores, em votação secreta. Segundo relatos, Lula expôs sua irritação a Edinho e ministros do governo.

Nesta quinta, Edinho conduziu a reunião extraordinária do partido, que deverá apresentar nota contra a blindagem e a concessão de anistia aos condenados pelos atos golpista de 8 de Janeiro. O partido deverá orientar a bancada do Senado a votar contra essas duas propostas, encampadas pelo centrão na Câmara dos Deputados.

A reunião ocorre um dia depois de integrantes da corrente CNB (Construindo um Novo Brasil) criticarem, no WhatsApp, o voto de parlamentares petistas à PEC da Blindagem, incluindo na exigência de votação secreta para autorização de processo contra deputados e senadores.

Questionados, os deputados tiveram que se justificar aos militantes. Presidente do PT em São Paulo, o deputado Kiko Celeguim classificou seu voto como um gesto amargo em favor de pautas de interesse do governo. Ele alegou ainda que seria um aceno para impedir a aprovação de anistia para o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

“Nós precisamos dos votos do centrão para aprovar as nossas pautas e eles precisavam de uma sinalização do PT para meio que reduzir os danos da aprovação dessa PEC”, justificou, acrescentando que ele e mais onze deputados do PT toparam fazer esse gesto amargo em nome do que entendem ser.

Vice-presidente do PT, o deputado Jilmar Tatto alegou ter votado em favor da PEC para evitar a aprovação de urgência para o projeto que estabelece anistia aos participantes dos atos golpistas —o que acabou acontecendo na quarta-feira (17).

“Votamos favorável para não votar a anistia”, justificou em resposta a críticas de dirigentes do partido.

Nas redes e nos grupos, esses parlamentares são acusados de desgastar a imagem do partido. O deputado estadual Emídio de Souza (SP) foi um dos que manifestaram contrariedade, afirmando que a pior coisa para um partido como o PT é deixar a militância sem discurso e constrangida na sua atuação cotidiana.

Ele contestou o argumento de que a votação de petistas seria um gesto para que parlamentares do centrão deixassem de pressionar pela anistia a Bolsonaro. “Alguém que conhece o modus operandi do bolsonarismo e do centrão acredita mesmo que eles vão recuar na ideia da anistia? Mesmo a tal da anistia light ( sem Bolsonaro) não precisa de negociação, porque o centrão não está interessado em anistiar JB porque querem Tarcísio [de Freitas] candidato”, reagiu.

“Sobre as nossas pautas, alguém crê que o centrão votaria contra redução do IR em ano pré eleitoral? Ou contra zerar conta de energia para os mais pobres? Com isso eles, concordam. O que eles resistem é taxar os super ricos”, concluiu.

No partido, há também quem defenda “água na fervura”. É o caso do vice-presidente do PT e prefeito de Maricá, Washington Quaquá, que, em vídeo, pregou pacificação, em diálogo com o Congresso e o centrão.

Após ouvir críticas do presidente Lula e insatisfações nas redes sociais, o presidente do PT, Edinho Silva, convocou uma reunião urgente do partido para discutir a polêmica adesão de 12 deputados à PEC da Blindagem, que limita investigações contra parlamentares. Lula manifestou sua irritação em relação a essa posição, levando o partido a preparar uma nota contra a blindagem e a anistia para os envolvidos nos atos golpistas de 8 de janeiro. Durante a reunião, os deputados precisaram justificar seus votos, que foram vistos como uma tentativa de proteger interesses do governo em meio à pressão do centrão. O deputado Kiko Celeguim afirmou que seu voto foi um “gesto amargo” necessário para evitar a anistia a Jair Bolsonaro. Por outro lado, o vice-presidente do PT, Jilmar Tatto, defendeu seu voto alegando que visava evitar a urgência na votação da anistia. Críticas internas aumentaram, com alguns membros acusando os colegas de desgastar a imagem do PT e questionando a eficácia de seus argumentos. Enquanto isso, outros defendem a necessidade de diálogo com o centrão para garantir a pacificação do partido.

Assim, a situação no PT reflete um dilema interno sobre como equilibrar a convivência com o centrão e a manutenção dos princípios do partido, em meio a uma pressão crescente e a uma base militante insatisfeita.

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Produzido e/ou adaptado por Equipe Tretas & Resenhas, com informações da FONTE.

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