Paramount faz proposta para comprar Warner
Eric Gaillard/Reuters e Reprodução
A megafusão bilionária entre a Warner Bros. Discovery e Paramount está cada vez mais próxima de ser concluída. Nesta quinta-feira (23), o acordo recebeu a aprovação da maioria dos acionistas da Warner, favoráveis à venda integral da gigante do entretenimento.
O aval ocorre após a assinatura da proposta, em fevereiro deste ano, ao fim de meses de disputa que também envolveu a Netflix —- a empresa optou por não aumentar sua proposta e deixou a negociação.
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Ao todo, incluindo dívidas, a oferta da Paramount — comandada por David Ellison — chega a cerca de US$ 110 bilhões (cerca de R$ 545 bilhões), com pagamento de US$ 31 por ação.
A operação deve criar um dos maiores grupos de entretenimento do mundo, reunindo marcas como HBO, DC Comics, “Harry Potter” e “Game of Thrones”, além de uma base estimada de cerca de 200 milhões de assinantes e potencial para redesenhar o mercado global de entretenimento e streaming.
O g1 preparou um infográfico que compara o tamanho das duas empresas e mostra como a operação pode alterar o equilíbrio de forças no setor.
Veja os números da junção entre Warner e Paramount
Arte/g1
A disputa pela Warner
Antes, a Warner havia informado que a nova oferta da Paramount, de US$ 31 por ação, era superior ao acordo em vigor com a Netflix.
Com isso, a plataforma de streaming teria quatro dias úteis para apresentar uma contraproposta ou abandonar a disputa — o que acabou ocorrendo após o anúncio da Warner.
“A transação que negociamos criaria valor para os acionistas com um caminho claro para a aprovação regulatória. No entanto, com o preço necessário para igualar a última oferta da Paramount Skydance, o acordo deixou de ser financeiramente atraente”, afirmaram os co-CEOs da Netflix, Ted Sarandos e Greg Peters, em comunicado.
A oferta da Paramount avalia a Warner em cerca de US$ 110 bilhões, incluindo a dívida, enquanto a proposta da Netflix somava US$ 83 bilhões e excluía ativos como CNN e Discovery.
A disputa começou em dezembro de 2025, quando a Netflix firmou um acordo para comprar parte dos ativos da Warner, com foco nos negócios de estúdio e streaming.
Em seguida, a Paramount entrou na negociação com uma proposta concorrente para adquirir a empresa inteira, incluindo os canais tradicionais.
Pouco depois, a Warner classificou a nova oferta da Paramount como “superior” e deu prazo para que a Netflix cobrisse o valor — o que não aconteceu.
A proposta da Paramount prevê o pagamento de US$ 31 por ação e inclui a dívida da Warner. A empresa também se comprometeu a pagar uma multa maior caso o negócio seja barrado por autoridades regulatórias, numa tentativa de tornar a oferta mais atrativa para os acionistas.
O que está em jogo
O impacto da operação vai além do valor bilionário. A Warner concentra algumas das marcas mais valiosas da indústria do entretenimento, enquanto a Paramount busca ganhar escala para competir com gigantes como Netflix e Disney em um mercado cada vez mais concentrado no streaming.
Ao contrário da Netflix, a proposta da Paramount envolve todo o grupo Warner Bros. Discovery, incluindo a CNN, a HBO e outras redes de TV a cabo.
Caso a operação seja aprovada, a família Ellison passará a controlar algumas das principais marcas do jornalismo nos EUA, como a CBS News, o programa 60 Minutes e a CNN.
Com a incorporação dos ativos da Warner, a Paramount também ampliaria sua base de assinantes e fortaleceria sua presença em cinema, TV e plataformas digitais.
Analistas avaliam que o movimento pode criar um grupo com catálogo mais robusto, maior poder de negociação e mais recursos para produção de conteúdo.
Embora a Warner tenha classificado a oferta da Paramount como superior à da Netflix, a operação depende de etapas formais, como a assinatura dos contratos definitivos e o aval dos órgãos reguladores dos Estados Unidos, que vão avaliar os impactos sobre concorrência e concentração no setor de mídia.

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Produzido e/ou adaptado por Equipe Tretas & Resenhas, com informações da fonte.

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