Imagem promocional da reedição em LP do álbum ‘Herb Alpert presents Sergio Mendes & Brasil’66’, lançado em 1966
Divulgação
♫ NOTÍCIA
♬ Quando o pianista, compositor e arranjador fluminense Sergio Mendes (11 de fevereiro de 1941 – 5 de setembro de 2024) morreu aos 83 anos em Los Angeles (EUA), há quase dois anos, os obituários do artista niteroiense destacaram a explosão mundial de Mendes em 1966.
O estouro foi com o álbum “Herb Alpert presents Sergio Mendes & Brasil’66”, lançado em 1966 pela gravadora A&M Records com um som exuberante e geralmente extrovertido que contagiou ouvidos estrangeiros.
Com este disco, o pianista pôs um molho próprio na bossa brasileira e a representou aos Estados Unidos – e consequentemente a todo o universo pop ocidental – dois anos após o estouro de “Garota de Ipanema” nos EUA em 1964 na voz da cantora Astrud Gilberto (1940 – 2023) em gravação feita para o antológico álbum do saxofonista de jazz Stan Getz (1927 – 1991) com João Gilberto (1931 – 2019).
Com o conjunto Brasil’66, Sergio Mendes deu um toque latino ao balanço nacional e seduziu o povo norte-americano em álbum que teve como estopim a gravação de “Mas que nada”, o samba que apresentara o autor Jorge Ben ao Brasil em 1963. Desde então, o som global de Sergio Mendes se tornou a mais completa tradução da bossa brasileira para os ouvidos gringos, inclusive na Europa e no Japão.
A reedição em LP do álbum “Herb Alpert presents Sergio Mendes & Brasil’66” – com vinil fabricado na cor verde em consonância com a imagem tropical da capa – celebra os 60 anos do álbum que pôs definitivamente o nome do pianista Sergio Mendes no mapa-múndi do pop dois anos após o músico brasileiro ter se estabelecido nos Estados Unidos em 1964.
Com o piano de Mendes, a bateria do ritmista carioca João Palma (1943 – 2016), o baixo do norte-americano Bob Matthews (1935 – 2022) e a percussão de José Soares, além da voz da cantora norte-americana Lani Hall, o conjunto Brasil’66 ambientou Beatles (“Day tripper”) na atmosfera do jazz latino e repaginou em tons expansivos músicas como “O pato” (Jayme Silva e Neuza Teixeira, 1960), “Samba de uma nota só” (Antonio Carlos Jobim e Vinicius de Moraes, 1959, na versão em inglês “One note samba”) e “Água de beber” (Antonio Carlos Jobim e Vinicius de Moraes, 1961).
Sem falar na pérola “Tim dom dom” (João Mello e Clodoaldo Brito, o Codó da Bahia ), música lançada em 1962 por João Donato (1934 – 2023) no álbum “Muito à vontade” e rebobinada no ano seguinte por Jorge Ben no mesmo álbum “Samba esquema novo” (1963) em que Sergio Mendes pescou o samba “Mas que nada”, alavanca do LP de 1966 que se tornou um marco da música brasileira no mundo e que ora volta ao formato físico original no embalo da revalorização do vinil.

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Produzido e/ou adaptado por Equipe Tretas & Resenhas, com informações da fonte.

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