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Álbum que reúne Erasmo Carlos com rappers funciona quando há real diálogo entre os dois universos musicais
  • Cultura e Arte

Álbum que reúne Erasmo Carlos com rappers funciona quando há real diálogo entre os dois universos musicais

  • Esdras Chavante
  • 22/05/26
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Erasmo Carlos (1941 – 2022) na ilustração estampada na capa do álbum ‘Mano’
Reprodução da capa do álbum ‘Mano’
♫ CRÍTICA DE ÁLBUM
Título: Mano
Artistas: Erasmo Carlos + Budah, Criolo, Dexter, Emicida, Marcelo D2, Rael, Tasha & Tracie, Tássia Reis e Xamã
Cotação: ★ ★ ★ 1/2
♬ É a pior possível a primeira impressão de “Mano”, álbum lançado hoje, 22 de maio, com oito faixas que conectam Erasmo Carlos (5 de junho de 1941 – 22 de novembro de 2022) com rappers através das recriações de músicas lançadas pelo cantor e compositor carioca entre 1971 e 1973, período de expansão do repertório desse artista até então associado ao rock hedonista da Jovem Guarda.
Na primeira faixa de “Mano”, “É preciso dar um jeito, meu amigo / A vida irrita a arte”, a música gravada pelo cantor no álbum “Carlos, Erasmo” (1971) e amplificada na trilha sonora do filme “Ainda estou aqui” (2024) praticamente desaparece ao longo dos três minutos da faixa. Entre um ou outro fragmento da gravação de 1971, como o riff de guitarra da introdução, ouve-se um discurso potente feito por Emicida sobre base criada pelo duo Tropkillaz.
Nessa faixa inicial não se concretiza a intenção do empresário Léo Esteves – filho de Erasmo e idealizador do projeto fonográfico – de fazer a obra do pai circular em outras galáxias do universo pop, no caso a partir da conexão com nomes relevantes do hip hop brasileiro, mote de “Mano”.
O diálogo do cancioneiro de Erasmo com o rap foi proposto por Marcus Preto, convocado para organizar o projeto por ter sido o diretor artístico dos últimos álbuns de Erasmo, inclusive do aclamado disco de músicas inéditas “… Amor é isso” (2018).
Felizmente, a má impressão inicial deixada pela faixa com Emicida se dissipa ao longo do álbum. “Mano” cresce na medida em que a interação entre gerações e gêneros é de fato efetivada. Sob esse prisma, louve-se Budah pela azeitada intervenção em “Cachaça mecãnica” (1973), samba-rock no qual Erasmo tragou influência de Chico Buarque em single lançado em 1973.
Na faixa “Cachaça mecãnica / Queimando tudo”, formatada por Tibery com produção assentada entre o soul e o rap, ouve-se parte da gravação de Erasmo, mas a rapper capixaba também canta trecho da letra original do samba-rock antes de amplificar, com o discurso do rap, a narrativa da angústia crescente de João, protagonista da letra. A simbiose é perfeita e faz da faixa o ponto mais alto de “Mano” por que Budah expõe no rap todo o peso da cabeça de João.
Sagaz, o rapper Drexter lança mão do refrão-título de música do cantor Silvio Brito – “Tá todo mundo louco”, um dos maiores sucessos do Brasil em 1974 – ao comentar o discurso de “Mundo cão” (1972) – música lançada por Erasmo no álbum “Sonhos e memórias – 1941 / 1972” – no rap “Quem é herói ou vilão?”, em que Dexter rima sobre base de Coyote Beatz. O diálogo se faz sem anular a presença de Erasmo, como na faixa de Emicida.
Do mesmo álbum de 1972, o álbum “Mano” reativa a balada romântica “Sábado morto” (1972) e a canção “Sorriso dela”, ambas reprocessadas com produção musical de Pupillo.
Em “Sábado morto”, ouve-se nos dois minutos iniciais a voz de Erasmo no registro original, sobre a base de Pupillo, até que entra o rap de Xamã (“Eu enquanto pássaro”) com versos que citam a marqueteira fama de mau do Tremendão) antes de a voz de Erasmo ser ouvida novamente, agora sobre riff de guitarra, em ambiência rocker. A faixa evolui bem, com mais liga do que a intervenção de Rael em “Sorriso dela” com o rap “Não tem pra ninguém” e com ecos da música negra norte-americana da década de 1970.
Ao longo do álbum “Mano”, as minas do rap mandam bem. A dupla Tasha & Tracie rima sobre batidas suaves do produtor Pizol no rap “O tempo é amigo e inimigo” em diálogo inteligente com “Grilos” (1972).
Mais óbvias (mas nem por isso menos eficientes) são a presença de Marcelo D2 e a cadência do reggae na atualização do samba-rock “Maria Joana” (1971) em cuja letra Erasmo aludia à maconha consumida pelo artista na época. Com produção de Nave, D2 prega discurso libertador nos versos de “Pra que as trevas destravem”.
No arremate de “Mano”, o álbum se eleva com a reunião de Erasmo com Criolo e Tássia Reis em “Gente aberta / Imensamente visceral”. Criolo dá voz aos versos de “Gente aberta” (1971) em dueto convencional com Erasmo até a entrada do rap de Tássia Reis. A pulsação do toque de Edy Trombone contribui para a atmosfera de sedução dessa faixa que encerra bem “Mano”, álbum cujo saldo é positivo.
A primeira impressão nem sempre é a que fica…
Capa do álbum ‘Mano’, de Erasmo Carlos com Budah, Criolo, Dexter, Emicida, Marcelo D2, Rael, Tasha & Tracie, Tássia Reis e Xamã
Divulgação

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Produzido e/ou adaptado por Equipe Tretas & Resenhas, com informações da fonte.

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