A audiência que vai resultar na primeira decisão sobre a extradição da deputada Carla Zambelli (PL-SP) deve acontecer até o começo de dezembro na Itália. A data ainda não foi marcada pela Corte de Apelação de Roma, mas a contagem para que seja fixada começou a partir do parecer do Ministério Público, depositado no tribunal na última quarta-feira (22).

No documento, o órgão se manifestou favorável à extradição para o Brasil, como pede o governo. A Procuradoria argumenta que existem todos os requisitos legais para a extradição, sem nenhum motivo impeditivo.

Pelo tratado entre Brasil e Itália sobre o tema, entre os requisitos, é preciso que os crimes pelos quais a pessoa é condenada sejam puníveis nos dois países com pena privativa de liberdade. Outro ponto é que só pode ser extraditada uma pessoa condenada que tenha tido os direitos mínimos de defesa assegurados no país de origem.

O advogado Pieremilio Sammarco, que defende Zambelli na Itália, ainda prepara sua argumentação, mas indicou à reportagem nesta sexta (24) que pretende reforçar a linha de que a congressista é vítima de perseguição política.

Ele já tinha afirmado que, para evitar a extradição, pretende demonstrar que o processo é problemático pelo fato de “a vítima do suposto crime ser a mesma pessoa que fez a sentença, que decidiu pela execução da sentença e que decidiu a apelação”, em referência ao ministro do STF Alexandre de Moraes.

O documento do Ministério Público italiano menciona tanto a primeira condenação de Zambelli, de dez anos de prisão, referente à invasão do sistema do CNJ (Conselho Nacional de Justiça) e à emissão de um mandado falso de prisão contra Moraes, quanto a segunda, por porte ilegal de arma de fogo e constrangimento ilegal, que lhe rendeu outros cinco anos. Os dois casos compõem um único processo de extradição.

Na audiência decisiva, que deve ocorrer entre o fim de novembro e o início de dezembro, o representante do Ministério Público será o primeiro a se manisfestar, seguido pelo representante do Brasil e pela defesa. Zambelli poderá falar se quiser. A decisão caberá aos juízes da corte, e a defesa depois poderá recorrer. A palavra final caberá ao governo italiano, por meio do Ministério da Justiça.

Desde que foi presa na Itália, no fim de julho, Zambelli teve duas decisões desfavoráveis na Justiça italiana. A Corte de Apelação, onde tramita o processo, rejeitou pedido da defesa para que ela aguardasse o processo de extradição em prisão domiciliar ou em liberdade. O tribunal avaliou que havia risco de fuga. Neste mês, a Corte de Cassação, última instância, negou recurso e manteve a parlamentar no sistema penitenciário de Rebibbia.

A audiência que determinará a extradição da deputada Carla Zambelli (PL-SP) está prevista para ocorrer até o início de dezembro na Itália, embora a data ainda não tenha sido definida pela Corte de Apelação de Roma. O Ministério Público italiano já se manifestou favoravelmente à extradição, argumentando que todos os requisitos legais estão preenchidos. Segundo o tratado entre Brasil e Itália, é necessário que os crimes sejam puníveis em ambos os países e que Zambelli tenha tido garantidos seus direitos de defesa no Brasil. A defesa de Zambelli, liderada pelo advogado Pieremilio Sammarco, alega que a parlamentar é vítima de perseguição política e enfrenta um processo problemático, uma vez que o ministro do STF Alexandre de Moraes, responsável pela condenação, também é a “vítima” do suposto crime. O documento do Ministério Público menciona duas condenações de Zambelli, totalizando 15 anos de prisão. Caso a extradição seja decidida a favor do Brasil, Zambelli poderá apelar, mas a palavra final caberá ao governo italiano. Desde sua prisão em julho, a deputada teve pedidos de liberdade negados devido ao risco de fuga.

Em resumo, a situação legal da deputada Carla Zambelli na Itália está em um estágio crítico, com uma audiência decisiva programada para o final de novembro ou início de dezembro, onde se discutirá sua extradição. O Ministério Público já se posicionou a favor do pedido brasileiro, enquanto a defesa argumenta que Zambelli é alvo de perseguição política e contesta a imparcialidade do processo judiciário. Com condenações somando 15 anos de prisão, a deputada permanece presa e teve seus pedidos de liberdade negados, mesclando preocupações sobre o devido processo e o impacto político da extradição. A decisão final incidirá sobre o governo italiano, sinalizando um desdobramento relevante nas relações bilaterais e na política nacional.

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Produzido e/ou adaptado por Equipe Tretas & Resenhas, com informações da FONTE.

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