O Itaú BBA reduziu as estimativas de lucro para o Banco do Brasil (BBAS3) de R$ 22-26 bilhões para R$ 21 bilhões, com preço-alvo de R$ 22 por ação ao final de 2026. Mesmo com o banco sendo uma das ações brasileiras com maior valorização no acumulado do ano, as pressões vinda do Agronegócio sobre o lucro operacional e os níveis recordes de endividamento não agradaram os analistas.

Mesmo após algum alívio marginal na safra 2024/25, o excesso de oferta de grãos persiste, o que pode pressionar as margens dos produtores agrícolas. De acordo com o BBA, até a valorização do real é um sinal de alerta, por pressionar mais as receitas dos produtores, ao invés de ajudar nos custos. Essa dinâmica acontece porque a maior parte dos insumos foi comprada antes, com um câmbio mais depreciado.

Com o conflito no Oriente Médio pressionando os preços dos combustíveis, a volatilidade deve impactar ainda mais as margens de caixa. De maneira geral, de acordo com os analistas, os lucros dos produtores devem permanecer pressionados, gerando despesas adicionais com provisões para o BB.

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“Embora reconheçamos que ainda seja cedo para projetar a rentabilidade desse período com alta confiança, a visibilidade permanece baixa”, explicam os analistas. De acordo com o BBA, o cenário para 2026 e 2027 não apresenta possíveis melhoras significativas nas margens. A curto prazo, com o real mais forte, o banco também acredita que uma possível recuperação não ocorra a rápido o suficiente.

Em meio à toda essa pressão, com margens mais baixas, a alavancagem e o peso dos juros aumentaram. Cálculos do BBA mostram que a alavancagem subiu desde 2021-22, com o aumento das dívidas dos produtores. Com o aumento da taxa de juros e o estoque de dívidas ainda alto, os níveis de inadimplência no setor também subiram.

O que explica o bom resultado no acumulado do ano?

O desempenho positivo do BB ao longo de 2026, de acordo com os analistas, não parece ocorrer pelos fundamentos. O resultado se deu por fortes entradas de capital em ações de mercados emergente. Segundo os analistas, essa dinâmica favoreceu o Banco do Brasil por estar tecnicamente pouco presente nas carteiras e por ser visto como uma ação de “valor” (value) com base no indicador preço/valor patrimonial.

Diante da maior divergência entre o comportamento do preço das ações e as revisões de lucros, o BBA adotou uma abordagem mais cautelosa sobre a ação. “Recomendamos que investidores se apeguem à qualidade, priorizando empresas com bom momentum de lucros e visibilidade” (previsibilidade dos resultados futuros)”, explicam.

As principais recomendações do BBA no setor bancário são Bradesco (BBDC4) e Nubank (BDR: ROXO34). Ambos possuem classificação Outperform (desempenho esperado acima da média do mercado).

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Produzido e/ou adaptado por Equipe Tretas & Resenhas, com informações da fonte.

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