O toca-discos resiste, mas o streaming responde por 87% do faturamento do mercado fonográfico brasileiro
Wagner Magalhães / g1
♫ OPINIÃO
♬ Divulgado esta semana com os dados relativos ao ano de 2025, o relatório anual da Pró-Música Brasil Produtores Fonográficos Associados – instituição que agrega as principais gravadoras e produtoras de música do Brasil – reitera o crescimento contínuo do mercado fonográfico brasileiro.
Em 2025, a indústria fonográfica do Brasil registrou faturamento total de R$ 3,958 bilhões, cifra que significa crescimento de 14,1% em relação ao ano anterior e que fez o país saltar do nono para o oitavo lugar no ranking fonográfico global. Como esperado, o império do streaming é o responsável por esse crescimento contínuo, concentrando 87% do faturamento do mercado brasileiro.
A difusão dos números indica que o mercado musical digital vai muito bem, obrigado, mas põe em pauta uma questão: quem ganha efetivamente com esse crescimento da indústria fonográfica? Será que a distribuição dos lucros faz justiça ao artista? Será que os artistas estão tão felizes com esse crescimento quanto as gravadoras e as plataformas de streaming? Somente eles, os artistas, podem responder a essas questões…
Todavia, existe uma questão ainda mais urgente e relevante: a interferência da inteligência artificial na criação e/ou manipulação de conteúdo musical sem o devido pagamento dos direitos autorais. Nessa luta, já enfrentada nos últimos anos pela Pró-Música Brasil, é preciso que artistas e gravadoras estejam afinados para combater abusos, fraudes e manipulações feitas por IA.
Com a palavra, Paulo Rosa, presidente da Pró-Música Brasil: “A Inteligência Artificial, principalmente a chamada IA generativa, que é capaz de criar conteúdos de qualquer natureza, requer proteção adequada aos direitos de criadores e produtores de bens culturais. Já a possibilidade de fraude por ação de agentes externos às plataformas de streaming distorce e prejudica os pagamentos de direitos a autores, artistas e produtores reais e legítimos em favor de uma espécie de black market do streaming”, alerta Rosa.
O relatório ressalta que, em 2025, foi implementado no Brasil, por meio de decisão judicial, o bloqueio da maior plataforma internacional dedicada à venda de manipulação artificial de likes, seguidores, curtidas e streaming musical, o que a Pró-Música Brasil considera “avanço relevante” no enfrentamento de práticas danosas ao mercado fonográfico digital.

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Produzido e/ou adaptado por Equipe Tretas & Resenhas, com informações da fonte.

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