Os resultados do último trimestre de 2025 da Cemig (CMIG4) superaram as expectativas do mercado e os investidores reagiram bem às novidades. Ao longo do dia, a ação registrou alta firme, contra a maior parte do Ibovespa que marcava perdas. Os papéis, que chegaram a subir mais de 2%, diminuíram os ganhos e fecharam com alta de apenas 0,41%, a R$ 12,24, mas escapou do dia bastante negativo do Ibovespa, que só teve 5 ações em alta.
Durante o 4T25, a Cemig reduziu pela primeira vez em 2025 sua posição vendida (exposição negativa à energia) para 2026, 2027 e 2028 em 124, 60 e 93 MW (megawatt) médios, respectivamente. Os analistas do Itaú BBA destacaram o feito, considerando o cenário de alta nos preços de energia.
Conforme o banco, a mesa de comercialização de energia da Cemig enfrentou pressão por causa da sua exposição vendida. O processo, que já era antecipado, levou a uma redução de R$ 184 milhões no Ebtida (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização, ajustado) para fechamento de posições em aberto.
O lucro líquido ajustado atingiu R$ 1,023 bilhão, acima do esperado, refletindo o bom desempenho do Ebitda. O Ebitda recorrente ajustado (excluindo equity income) ficou em R$ 1.757 milhões, 8% acima das estimativas do BBA. O Ebitda recorrente atingiu R$ 962 milhões, um crescimento de 4% em relação ao ano anterior.
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Os volumes faturados cresceram 1,4% ao ano. Apesar da redução ao longo do ano, considerando os efeitos da energia compensada da DEG (Geração Distribuída), o resultado esteve acima do esperado pelo mercado.
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As perdas de energia permaneceram estáveis ao longo do trimeste, encerrando levemente abaixo do nível regulatório. As perdas ficaram em 11,42%, contra o nível regulatório de 11,46%. Segundo os analistas, no lado das despesas operacionais, os gastos com PMS também surpreenderam.
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