O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, disse que a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que discute o fim da escala de trabalho 6×1 deverá entrar na agenda da Casa no início de 2026.

Segundo ele, o tema ganhou espaço no debate legislativo e deverá ser tratado pelos partidos na retomada dos trabalhos.

— A PEC 6×1 tem crescido na discussão. É uma pauta que, com certeza, estará no início do ano. Os partidos vão tratar e daremos encaminhamento regimental — afirmou Motta, em entrevista a jornalistas.

Continua depois da publicidade

A declaração ocorre em meio a uma disputa interna no Congresso sobre qual proposta deve avançar primeiro. Enquanto a Câmara tenta construir convergência em torno de alternativas para reduzir a jornada semanal, o Senado surpreendeu o governo ao aprovar, na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), uma PEC mais ambiciosa, que prevê a redução progressiva da jornada até 36 horas semanais.

Na Câmara, o texto mais avançado é a PEC de autoria da deputada Erika Hilton (PSOL-SP), que propõe o fim da escala 6×1 com a adoção de um modelo de quatro dias de trabalho e três de descanso, mantendo a jornada máxima de 36 horas semanais.

A proposta busca alterar a Constituição para permitir a redução da jornada semanal de trabalho, hoje organizada majoritariamente no modelo de seis dias trabalhados para um de descanso. O debate tem sido impulsionado por centrais sindicais, parlamentares da esquerda e movimentos ligados à pauta trabalhista, que defendem a adoção de escalas como o 5×2, com dois dias de folga semanal, sem redução salarial.

No entanto, na Subcomissão Especial da Escala 6×1, a discussão tomou um caminho menos ousado. O relator, deputado Luiz Gastão (PSD-CE), apresentou parecer que reduz a jornada máxima das atuais 44 para 40 horas semanais, sem corte salarial. Segundo ele, a adoção imediata da jornada de 36 horas seria “economicamente insustentável” para micro e pequenas empresas. Além disso, não extingue a escala 6×1.

O relatório prevê uma transição gradual de três anos, com redução progressiva da carga horária, além de restrições ao trabalho em fins de semana e medidas de compensação, como a redução de impostos sobre a folha para setores com forte peso da remuneração no faturamento. Após críticas, deputados pediram vista e não há data definida para nova análise. O presidente da Comissão de Trabalho, deputado Leo Prates (PDT-BA), afirmou que poderá apresentar um substitutivo caso haja consenso.

Enquanto isso, no Senado, a CCJ aprovou por votação simbólica a PEC relatada pelo senador Rogério Carvalho (PT-SE), de autoria do senador Paulo Paim (PT-RS). O texto reduz a jornada em uma hora por ano até chegar a 36 horas semanais, estabelece o limite de cinco dias trabalhados por semana, garante dois dias consecutivos de folga — preferencialmente aos fins de semana — e mantém o teto de oito horas diárias.

Continua depois da publicidade

A aprovação levou o governo a reavaliar sua estratégia. Segundo o ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos, o Planalto apoiará o texto que tiver maior chance de tramitação.

— A posição do governo é aprovar o caminho mais rápido para acabar com a escala 6×1. Se o mais rápido for o do Senado, vamos com ele — afirmou.

_____________________________

_____________________

_____________

_______

___

Produzido e/ou adaptado por Equipe Tretas & Resenhas, com informações da fonte.

Compartilhe com quem também gostará desse texto

Artigos Relacionados

Virada Cultural 2026 terá mais de 1,2 mil atrações em toda São Paulo

Virada Cultural 2026 terá mais de 1,2 mil atrações em toda São Paulo

Vale a pena levar o seu negócio para o Paraguai? Veja prós e contras da mudança

Vale a pena levar o seu negócio para o Paraguai? Veja prós e contras da mudança

D'Angelo, ícone do neo soul, morre aos 51 anos

O que as roupas e adereços usados pelo papa Leão 14 revelam sobre seu estilo e sua política

Top Trends