Os ADRs brasileiros negociados em Nova York encerraram a sessão desta quinta-feira (4) em baixa, em um movimento que contrastou com o forte desempenho do mercado americano. O índice Dow Jones Brazil Titans 20 ADR recuou 0,12%, aos 23.509,23 pontos, pressionado principalmente pelas ações de bancos e da Petrobras. A B3, Bolsa de Valores brasileira, está fechada por conta do feriado.
Já o EWZ, principal ETF brasileiro negociado nos Estados Unidos e que replica o índice MSCI Brazil, encerrou o pregão com leve alta de cerca de 0,3%.
Entre os ADRs brasileiros, os movimentos foram mistos. A Gerdau avançou cerca de 1%, enquanto a Vale fechou próxima da estabilidade. Na ponta negativa, os bancos lideraram as perdas: Itaú recuou 2,3% e Bradesco caiu 2,5%. A Petrobras também terminou o dia em baixa, com queda de 0,6% nos ADRs equivalentes às ações ordinárias e de 1,5% nas preferenciais.
A queda dos ADRs brasileiros ocorreu apesar do forte avanço das bolsas americanas. O Dow Jones fechou em alta de 1,7%, aos 51.547 pontos, impulsionado por ações de bancos, seguradoras e empresas de saúde.
O movimento foi favorecido pela migração de investidores para setores considerados mais defensivos após uma realização de lucros nas empresas de tecnologia e semicondutores. A fabricante de chips Broadcom liderou as perdas do setor e pressionou o Nasdaq, enquanto o capital foi direcionado para ações tradicionais que compõem o Dow Jones.
Índices americanos
O desempenho ocorreu em um pregão marcado por uma rotação de recursos em Wall Street. Enquanto o Dow Jones avançou 1,7% e renovou sua máxima histórica de fechamento, investidores reduziram exposição a alguns ativos ligados a mercados emergentes e ao setor financeiro brasileiro.
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Investidores abandonaram ações de tecnologia em favor da chamada “velha economia” nesta quinta-feira, depois que o balanço da Broadcom Inc. freou o rali da inteligência artificial.
O índice Nasdaq 100 encerrou o pregão com leve queda de 0,1%, após ter chegado a recuar mais de 1% ao longo da sessão. O S&P 500 fechou em alta de 0,3%, com os setores de saúde e financeiro entre os principais destaques positivos. Já o petróleo Brent caiu 3,3%, encerrando o dia próximo de US$ 95 por barril. O Dow Jones avançou 1,7% e renovou sua máxima histórica de fechamento.
Enquanto isso, o Dow Jones Industrial Average — índice composto por empresas tradicionais da economia americana, como JPMorgan e Coca-Cola — fechou em alta de 1,7%, aos 51.547,29 pontos, renovando sua máxima histórica de fechamento.
O desempenho foi impulsionado principalmente por ações dos setores financeiro e de saúde, em meio à migração de investidores para segmentos menos expostos ao setor de tecnologia.
Bolsas asiáticas
As bolsas asiáticas fecharam em baixa nesta quinta-feira, 4, após Wall Street interromper um rali em meio à retomada das tensões entre Estados Unidos e Irã.
Liderando as perdas, o índice Kospi caiu 1,84% em Seul, a 8.639,41 pontos, depois de não operar ontem devido às eleições locais na Coreia do Sul. Em Tóquio, o japonês Nikkei recuou 1,36%, a 67.470,69 pontos, após encerrar o pregão anterior em nível recorde.
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Em outras partes da Ásia, o Hang Seng registrou queda de 1,48% em Hong Kong, a 25.253,40 pontos, e o Taiex cedeu 1,68% em Taiwan, a 45.677,46 pontos.
Na China continental, as perdas foram mais moderadas: o Xangai Composto recuou 0,64%, a 4.057,78 pontos, e o menos abrangente Shenzhen Composto caiu 0,41%, a 2.801,25 pontos.
A escalada das tensões no Oriente Médio levou o petróleo a avançar pela terceira sessão consecutiva na quarta. No fim da madrugada, porém, a commodity recuava mais de 1%, após Israel e o Líbano – também envolvidos no conflito – concordarem em adotar um novo cessar-fogo condicionado ao encerramento das hostilidades pelo Hezbollah, grupo apoiado pelo Irã.
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Na Oceania, a bolsa australiana também ficou no vermelho, com baixa de 1,13% do S&P/ASX 200 em Sydney, a 8.686,10 pontos.
Europa
As bolsas europeias fecharam majoritariamente em alta nesta quinta-feira, 4, com investidores dividindo atenção entre as negociações de Israel e Líbano por uma trégua e as incertezas sobre guerra no Irã. A queda dos preços do petróleo após o cessar-fogo ajudou a amenizar parte do temor inflacionário dos mercados, enquanto parte do setor tech seguiu pressionado após balanço da Broadcom.
Em Londres, o FTSE 100 fechou em alta de 0,27%, a 10.360,32 pontos. Em Frankfurt, o DAX subiu 0,48%, a 24.916,19 pontos. Em Paris, o CAC 40 ganhou 1,15%, a 8.244,29 pontos. Em Milão, o FTSE MIB avançou 0,27%, a 50.174,36 pontos. Em Madri, o Ibex 35 subiu 0,37%, a 18.243,50 pontos. Em Lisboa, o PSI 20 perdeu 0,88%, a 8.919,68 pontos. As cotações são preliminares.
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“O sentimento dos mercados continua sustentado pela expectativa de que um acordo entre Estados Unidos e Irã esteja próximo”, afirmou o LBBW, acrescentando que as sucessivas frustrações com essas negociações ainda não provocaram impactos relevantes.
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