A Justiça do Rio de Janeiro condenou os ex-governadores Sérgio Cabral e Luiz Fernando Pezão por esquemas de corrupção na campanha eleitoral de 2014. Cabe recurso da decisão.

A Justiça julgou parcialmente procedente uma denúncia de 2018 do Ministério Público do Rio. Os políticos foram condenados pela prática de atos de improbidade administrativa que resultaram em enriquecimento ilícito e prejuízo ao erário.

A ação civil pública demonstrou, com base em documentos, depoimentos e colaborações premiadas, a existência de esquemas complexos de favorecimento empresarial e de financiamento ilícito de campanha, com desvio de finalidade da política de fomento estadual e abuso de poder político.

Cabral era governador na época. Pezão era vice-governador e candidato a governador. As condutas envolveram o recebimento de propinas disfarçadas de doações de campanha, prática conhecida como caixa 2, a concessão de benefícios fiscais indevidos e o desvio de finalidade de programas públicos.

Cabral foi apontado como líder dos esquemas. A Justiça concluiu que ele obteve vantagens ilícitas da J&F para financiar campanhas e concedeu ilegalmente benefícios fiscais a empresas de transporte coletivo em troca de propina. Além disso, teria autorizado o pagamento de doações ilícitas da Odebrecht para a chapa de seu sucessor.

O Ministério Público aponta que Pezão compactuou e foi beneficiário dos esquemas. “Houve grave e concreto dano às finanças do ente público estadual, o que contribuiu, decerto, para a grave crise financeira do estado do Rio de Janeiro, que ainda hoje prejudica a implementação de políticas públicas”, diz a decisão.

O valor total das penalidades impostas aos ex-governadores é de R$ 3,9 bilhões. Isso inclui perda de bens, ressarcimentos, multas civis e dano moral coletivo. A Justiça determinou a perda dos direitos políticos de Cabral por dez anos. Pezão ficará inelegível por nove anos.

Pelo recebimento de propina dissimulada em doações eleitorais e pela priorização de interesses do grupo J&F, Pezão foi condenado ao pagamento de R$ 15 milhões. Cabral foi condenado ao pagamento de R$ 30 milhões.

Em relação à prática de improbidade administrativa pela concessão de financiamento irregular ao Grupo Petrópolis, via Funds, tendo recebido como contrapartida, doações não contabilizadas operacionalizadas ilicitamente pela empresa Odebrecht, Pezão foi condenado a ressarcir os cofres públicos e ao pagamento de multa de R$ 1,3 bilhão.

No esquema de concessão de benefícios irregulares à Federação de Transportes do Rio (Fetranspor), Cabral foi condenado a pagar mais de R$ 2,5 bilhões a título de reparação dos danos causados em razão da renúncia fiscal e de multas. Pezão foi condenado ao pagamento de R$ 1,2 milhão.

Já no caso do recebimento de propina por meio de doações irregulares da Odebrecht, tanto Cabral quanto Pezão foram condenados ao pagamento de multa no valor de R$ 15,6 milhões cada.

Os ex-governadores também foram condenados ao pagamento de indenização por danos morais coletivos: Cabral, no valor de R$ 25 milhões, e Pezão, de R$ 10 milhões.

O ex-secretário de Obras também foi condenado. Hudson Braga é apontado como operador financeiro do esquema. A pena é de multa de mais de R$ 35 milhões, além da suspensão dos direitos políticos.

O UOL tenta contato com a defesa dos ex-governadores. O espaço está aberto para manifestações.

Colaborou Agência Brasil

A Justiça do Rio de Janeiro condenou os ex-governadores Sérgio Cabral e Luiz Fernando Pezão por corrupção relacionada à campanha de 2014, resultando em penas que somam R$ 3,9 bilhões. A decisão, que pode ser contestada, surgiu de uma denúncia do Ministério Público, evidenciando irregularidades como recibos de propina disfarçados de doações de campanha e concessão de benefícios fiscais indevidos. Cabral foi apontado como o chefe do esquema que envolveu a J&F e a Odebrecht. Ambos os ex-governadores enfrentaram condenações severas, incluindo a perda de direitos políticos (dez anos para Cabral e nove para Pezão) e multas significativas. Cabral foi sentenciado a pagar R$ 30 milhões e Pezão R$ 15 milhões em decorrência de favorecimentos ao grupo J&F. Além disso, ambos devem ressarcir aos cofres públicos e foram também condenados a pagar indenizações por danos morais coletivos. O ex-secretário de Obras, Hudson Braga, também foi condenado como operador financeiro do esquema. A defesa dos ex-governadores ainda não se manifestou.

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Produzido e/ou adaptado por Equipe Tretas & Resenhas, com informações da FONTE.

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