O mini-índice (WINJ26), com vencimento em abril, encerrou a última sessão (05/03) em forte queda de 2,52%, aos 182.805 pontos, ampliando o movimento de baixa no curto prazo. O Ibovespa voltou a cair com força e recuou 2,64%, aos 180.463 pontos, pressionado pela escalada do conflito no Oriente Médio e pelo aumento da aversão global ao risco. O avanço da guerra entre Estados Unidos, Israel e Irã impulsionou os preços do petróleo para acima de US$ 80 o barril e derrubou bolsas em Nova York e na Europa. No Brasil, o movimento veio acompanhado da alta do dólar e da elevação dos juros futuros.
Para os traders de mini-índice, a última sessão foi marcada por forte pressão vendedora, com queda relevante de blue chips como Vale (VALE3) e bancos. No radar do mercado estão a temporada de balanços, a reunião do Copom e, no exterior, o payroll dos EUA, fatores que tendem a manter elevada a volatilidade no Ibovespa futuro.
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Análise do gráfico de 15 minutos
No intraday, observo que o mini-índice encerrou a última sessão em movimento negativo expressivo, negociando abaixo das médias de 9 e 21 períodos, o que evidencia o controle dos vendedores no curtíssimo prazo.
Para que o contrato dê continuidade ao fluxo de baixa, será necessário perder a faixa de suporte em 182.675/181.695 pontos. Abaixo desse nível, o movimento vendedor pode ganhar intensidade e levar o índice a testar 180.965/180.345 pontos, com extensão até 179.500/178.900 pontos.
Por outro lado, qualquer tentativa de recuperação dependerá da entrada de fluxo comprador capaz de superar a região de resistência em 183.750/184.410 pontos. Caso esse rompimento ocorra, o índice pode buscar 185.220/186.370 pontos, com alvos mais longos em 187.445/188.010 pontos.
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No gráfico diário, observo a retomada do fluxo vendedor, com o mini-índice fechando novamente em forte baixa e passando a negociar abaixo das médias móveis, o que reforça o movimento corretivo mais amplo. Para que o ativo retome o fluxo de alta, será necessário recuperar a região de resistência em 189.250/193.250 pontos, abrindo espaço para 197.760/199.320 pontos.
Em cenário alternativo, a continuidade da baixa dependerá da perda da faixa de 182.440/181.695 pontos, o que pode projetar o índice para 176.815/172.940 pontos. O IFR (14) marca 42,55, em região neutra.

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WINJ26: Gráfico de 60 minutos
No gráfico de 60 minutos, o mini-índice também encerrou a última sessão no negativo, negociando abaixo das médias de 9 e 21 períodos, o que reforça o viés baixista no curto prazo.
Para dar continuidade ao fluxo de baixa, será necessária a perda da região de suporte em 182.440/181.695 pontos. Caso isso ocorra, o ativo pode buscar 180.345/179.030 pontos, com alvos mais longos em 176.814/175.000 pontos.
Já para retomar o fluxo comprador, será fundamental superar a região de resistência em 184.200/185.960 pontos. Confirmado esse rompimento, o contrato pode avançar para 189.250/190.315 pontos, com projeções adicionais em 190.860/193.250 pontos.
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(Rodrigo Paz é analista técnico)
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