O Morgan Stanley passou a ver um caminho mais claro para que a Petrobras (PETR3;PETR4) atinja um valor de mercado de US$ 200 bilhões (ou cerca de R$ 1 trilhão), impulsionada não apenas pelo pagamento de dividendos, mas sobretudo pelo crescimento da produção e pela maior valorização de seus ativos de exploração e produção, em especial no pré-sal.

Em relatório divulgado no sábado (26), o banco americano elevou o preço-alvo dos ADRs (Brazilian Depositary Receipts, ou recibo de ações negociado nos EUA) da estatal de US$ 28 para US$ 29, o maior da cobertura, o que representa um potencial de valorização de cerca de 36% em relação ao fechamento da última sexta-feira. A recomendação segue overweight (exposição acima da média do mercado, equivalente à compra).

Segundo os analistas, a tese de investimento da Petrobras esteve excessivamente concentrada nos dividendos nos últimos anos, enquanto o mercado subestimou o valor intrínseco do portfólio upstream (cadeia produtiva que antecede o refino) da companhia. “A execução melhorou de forma significativa e a produção pode surpreender para cima, o que deve provocar uma migração de avaliação para fundamentos nos próximos 12 a 18 meses”, afirma o relatório.

Pelo cenário-base do Morgan Stanley, a produção média da Petrobras deve crescer 525 mil barris por dia entre 2026 e 2030, bem acima do desempenho praticamente estável observado na década passada.

Considerando petróleo a US$ 70 o barril, esse crescimento adicionaria cerca de US$ 8,2 bilhões ao Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciações e amortizações), criando valor entre US$ 28,6 bilhões e US$ 44 bilhões, a depender da convergência dos múltiplos em direção aos pares globais.

Em um cenário mais otimista, com produtividade acima do esperado e mais FPSOs (plataformas) operando acima da capacidade nominal, o banco estima um ganho adicional de US$ 63 bilhões em valor, equivalente a quase 50% do atual market cap da companhia.

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O relatório destaca que, em uma abordagem de soma das partes, apenas a divisão de exploração e produção teria valor estimado em US$ 190 bilhões, ou aproximadamente US$ 30 por ADR, com destaque para campos como Búzios, que pode alcançar pico de produção de 1,7 milhão de barris por dia até 2028, tornando-se um dos ativos offshore mais produtivos do mundo.

Além do crescimento operacional, o Morgan Stanley avalia que houve melhora relevante em governança corporativa e maior disciplina na alocação de capital, reduzindo preocupações com investimentos de baixo retorno e interferência política. O banco também aponta que o Brasil e a Petrobras estão bem posicionados como fornecedores confiáveis de petróleo no mercado marítimo global, em um contexto de maior instabilidade geopolítica em outras regiões produtoras.

No downstream, a Petrobras planeja expandir a capacidade de refino em cerca de 18% até 2030, com foco em diesel. Esse movimento, aliado ao momento favorável dos spreads internacionais de combustíveis, pode gerar cerca de US$ 2 bilhões em valor adicional, além de funcionar como um hedge natural contra a volatilidade do petróleo.

Apesar da visão construtiva, o banco ressalta riscos, como uma eventual queda acentuada dos preços do petróleo, mudanças no ambiente regulatório, pressões por subsídios aos combustíveis ou atrasos no desenvolvimento de novos projetos.

Ainda assim, a equipe de analistas vê um assimétrico perfil de retorno, com baixo nível de crescimento já embutido no preço atual e potencial relevante de reprecificação caso o mercado volte a avaliar a Petrobras com base em seus fundamentos de longo prazo.

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Produzido e/ou adaptado por Equipe Tretas & Resenhas, com informações da fonte.

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