Woody e Buzz são passado em ‘Toy Story 5’ – e isso é ótimo
Woody é coisa do passado. Buzz Lightyear já era. “Toy Story 5” é incrível – mesmo que ambos não sejam mais os protagonistas – e prova que o sucesso da franquia sempre esteve muito mais ligado à história certa, costurada com humor e sensibilidade.
O novo episódio da série de animações estreia nesta quarta-feira (17) nos cinemas brasileiros com a passagem definitiva do bastão à boneca Jessie – a ruivinha da turma do cowboy apresentada em “Toy Story 2” (1999).
É meio engraçado, mas o filme também reforça a sensação de que a Pixar pelo jeito guarda sua inspiração para os episódios ímpares da franquia.
O primeiro, de 95, e o terceiro, de 2010, são tão bons que deixam o segundo e o quarto bem fraquinhos em comparação – e eles nem são tão ruins assim.
“Toy Story 5” está nessa primeira prateleira.
Cena de ‘Toy Story 5’
Divulgação
A boneca que enfrentou as telas
Dessa vez, a vaqueira precisa ajudar a dona, que tem dificuldade para fazer amigos, ao mesmo tempo em que enfrenta o perigo da chegada de aparelhos eletrônicos na vida da menina.
O filme dirigido por Andrew Stanton, de “Procurando Nemo” (2003), e pela estreante McKenna Harris tem um humor afiado e sabe muito bem como utilizar o belo elenco de personagens.
Até novatos como a tablet Lilypad e o Amigo Rolinho têm espaço e personalidade suficientes para se destacarem. O aparelho que ensina crianças a usarem o troninho, aliás, começa irritante, mas logo se torna um dos que mais arrancam risadas – como os melhores brinquedos da franquia.
E talvez falte uma cena marcante como a da fornalha, do terceiro filme, mas o estúdio mostra que ainda sabe como ninguém como acessar aquelas emoções mais primitivas para fazer o público chorar. Tudo com muita ternura e empatia.
Na sessão de imprensa para a qual o g1 foi convidado, foram pelo menos uns três momentos de “ÓUNNN” (= fofura manifesta). Todos justíssimos.
Cena de ‘Toy Story 5’
Divulgação
Pixar se abre
A computação gráfica pela qual a Pixar ficou conhecida, e presente na maior parte de “Toy Story 5”, oferece poucas novidades além de estar mais bonita do que nunca.
Por isso, é muito bom ver que a empresa finalmente se sente mais confortável em arriscar técnicas diferentes de animação.
As cenas são breves, mas indicam um futuro promissor para uma outrora pioneira que via muitas concorrentes colherem bons frutos com ideias novas.
Este novo capítulo poderia ser apenas mais um caça-níquel sem alma, como muitas continuações por aí. Com um roteiro em contato direto com a essência por trás do sucesso de “Toy Story” mas de olho na estrada adiante para franquia e estúdio, mostra que há muitas brincadeiras reservadas a estes bonecos.
Cartela resenha crítica g1
Arte/g1
Cena de ‘Toy Story 5’
Divulgação

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Produzido e/ou adaptado por Equipe Tretas & Resenhas, com informações da fonte.

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