
Andreas Kisser fala de turnê de despedida do Sepultura: ‘Melhor do que imaginava’
Desde 2024, o Sepultura tem rodado o mundo com sua turnê de despedida, a “Celebrating life through death”. O grupo anunciou seu fim em dezembro de 2023 e que faria 18 meses de shows para dar tchau aos fãs.
E neste final de semana, foi a vez de a banda se despedir dos fãs portugueses. O Sepultura esteve no Rock in Rio Lisboa e fechou a segunda noite de apresentações do festival no Palco Music Valley.
Antes de subir ao palco, Andreas Kisser falou sobre o andamento da turnê.
“Sensacional. Nós planejamos isso durante muito tempo para a gente curtir, para a gente celebrar. É um momento muito especial da nossa história. Talvez a nossa melhor tour, passando por lugares que a gente nunca foi antes”, afirmou Andreas.
“E estamos muito feliz de estar aqui em Portugal, no Rock in Rio, para fazer essa despedida aqui com os fãs português que são importantes na nossa história, sem dúvida. Sempre fomos muito bem recebidos, independente da formação, que a gente teve várias mudanças, mas a gente sempre teve momentos muito especiais aqui.”
O músico ainda falou sobre a surpresa de ver muitos fãs no público da turnê europeia que estão assistindo ao show da banda pela primeira vez.
“E não pela idade, mas porque, por um motivo ou outro, acompanha a carreira da banda, mas nunca teve a oportunidade de ver ao vivo. Então, acho que essa despedida tem tirado muita gente de casa, o que é bom.”
Andreas ainda comentou que, mesmo após mais de 40 anos de estrada, segue aprendendo algo com a banda.
“A gente aprende todo dia. Eu acho que fazer uma turnê assim não é fácil. Acho que primeiro pela decisão tomada. Foram muitos anos de preparo, dois anos antes do anúncio, de falar com todo mundo, com família, com a banda, com managers e tudo mais, para ter certeza de que esse era o caminho mesmo.”
“E assim foi feito. A gente não tá com clima nenhum triste, nem melancólico.”
Andreas ainda destacou que, mesmo em clima de despedida, eles seguem levando novidades para os palcos.
O quarteto Sepultura
Stephanie Veronezzi / Divulgação
“Estamos tocando três músicas do EP novo, celebrando o momento atual da banda e não só se espelhando no passado. Fazendo o que a gente tá fazendo hoje com o Greyson Nekrutman [baterista] na banda, que trouxe as ideias, a vibe dele para banda e foi muito importante a gente ter feito isso antes de a gente acabar. Muito melhor do que a gente imaginava que poderia ser.”
E será que, com a turnê rolando tão bem, bateu o sentimento de arrependimento em algum momento pela decisão sobre o fim da banda?
“Não. Porque tudo é em consequência do que a gente anunciou e trabalhou para fazer. Não adianta agora a gente falar: ‘Ah, tá legal, eu vou continuar’. Porque a gente estaria se enganando também. A gente tá muito tranquilo em relação a isso.”
“Arrependimento zero, porque a gente combinou, planejou, trabalhou muito duro para que pudesse acontecer dessa forma.”
Andreas Kisser, guitarrista do Sepultura, durante entrevista no programa g1 Ouviu, no estúdio do g1 em São Paulo
Fábio Tito/g1
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